ROTA SEGURA
Trump decide escoltar navios em Ormuz; "Projeto Liberdade" começa segunda
Ex-presidente promete "Projeto Liberdade" a partir de 04/05/2026, após apelos de nações neutras. Ação busca proteger a navegação e mitigar impactos econômicos, como a gasolina a US$ 4,45 nos EUA.
O presidente Donald Trump anunciou, neste domingo, 03/05/2026, que os Estados Unidos iniciarão a escolta de navios comerciais pelo estratégico Estreito de Ormuz a partir da próxima segunda-feira, 04/05/2026. A decisão, batizada de “Projeto Liberdade”, busca responder aos apelos de nações neutras cujas embarcações se encontram retidas na região, visando mitigar os crescentes impactos econômicos, como a alta dos preços da gasolina nos EUA, e reforçar a segurança da navegação em um dos corredores marítimos mais cruciais do mundo.
Trump afirmou, através da rede social Truth Social, que países “de todo o mundo, quase todos não envolvidos na disputa no Oriente Médio”, solicitaram aos EUA a liberação de navios “presos” no importante estreito. “Eles são meramente observadores neutros e inocentes!”, declarou.
O ex-presidente detalhou a motivação por trás da iniciativa: “Para o bem do Irã, do Oriente Médio e dos Estados Unidos, dissemos a esses países que iremos guiar seus navios com segurança para fora dessas vias navegáveis restritas, para que possam seguir livremente com seus negócios.” Ele ressaltou que essas embarcações pertencem a regiões “que não estão de forma alguma envolvidas” no conflito regional.
Enfatizando a natureza da ação, Trump a qualificou como “um gesto humanitário por parte dos Estados Unidos, dos países do Oriente Médio, mas, em particular, do Irã”. Contudo, ele deixou claro que qualquer interferência no processo “terá de ser tratada com firmeza”, sublinhando a seriedade e o potencial de risco da operação.
A medida surge em um cenário de crescentes pressões econômicas. Os impactos do fechamento e da insegurança no estreito já se fazem sentir globalmente, com os preços da gasolina nos Estados Unidos atingindo uma média de US$ 4,45, afetando diretamente o bolso dos consumidores.
A CNN continua buscando mais detalhes e esclarecimentos junto à Casa Branca e ao Comando Central dos EUA sobre a operacionalização e os desdobramentos dessa iniciativa.
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