ESTÍMULO À INDÚSTRIA

Governo define regras para R$ 13,5 bi em crédito do Plano Brasil Soberano

Fachada do prédio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Recursos visam fortalecer a indústria nacional diante do cenário externo adverso.

Recursos atendem empresas impactadas por tarifas dos Estados Unidos e instabilidade no Oriente Médio.

O Conselho Interministerial do Plano Brasil Soberano detalhou a aplicação de R$ 13,5 bilhões em linhas de crédito voltadas a mitigar os impactos econômicos de barreiras comerciais e instabilidades globais. A resolução, que normatiza o destino dos recursos, foi publicada na segunda-feira (24/08/2026) no Diário Oficial da União (DOU).

A medida busca dar fôlego financeiro a empresas que enfrentam dificuldades devido ao aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos e aos reflexos dos conflitos no Oriente Médio. Ao injetar liquidez no mercado, o governo pretende preservar a integridade das cadeias produtivas nacionais e proteger postos de trabalho ameaçados pela retração das exportações.

Divisão estratégica dos recursos

Do montante total, R$ 5 bilhões são destinados especificamente a exportadores e fornecedores afetados pelo tarifaço estadunidense. Outros R$ 3,5 bilhões visam empresas com operações no Golfo Pérsico. O restante, R$ 5 bilhões, foi alocado em setores estratégicos:

  • R$ 2 bilhões para a cadeia de fertilizantes e adubos;
  • R$ 2 bilhões para a indústria de minerais críticos e estratégicos;
  • R$ 1 bilhão para setores industriais relevantes para o comércio exterior.

No segmento de minerais, o financiamento abrange desde a lavra até o beneficiamento da matéria-prima. O programa, operado sob supervisão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), permite o uso do crédito para capital de giro, aquisição de máquinas e inovação tecnológica.

O acesso ao crédito é abrangente, contemplando cooperativas, produtores rurais e fornecedores da cadeia exportadora. O Conselho Interministerial mantém a prerrogativa de revisar a alocação dos valores conforme a necessidade e a velocidade de execução da política pública, garantindo a adaptação às oscilações do mercado global.

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