GEOPOLÍTICA E CONFLITO
Trump decide cobrar pedágio de 20% sobre carga no estreito de Hormuz
Presidente dos EUA reverte promessa de isenção e assume papel de guardião na via marítima; Teerã ameaça retaliação contra países vizinhos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira, 13/07/2026, que o seu país assumirá o controle do estreito de Hormuz. A decisão, comunicada através da rede Truth Social, estabelece a cobrança de um pedágio de 20% sobre toda a carga que transitar pela região, sob a justificativa de cobrir custos com a segurança da área.
A medida representa uma guinada estratégica significativa, contradizendo declarações anteriores de Trump que garantiam a isenção de taxas. Em 15 de junho, o líder americano afirmou ao The New York Times que a região não teria pedágios, mantendo uma posição que, até então, respeitava o memorando preliminar assinado com o Irã. A imposição repentina coloca em risco a estabilidade de uma das rotas comerciais mais críticas do planeta.
Para a comunidade internacional, a mudança traz preocupações sobre a violação da Convenção de Montego Bay. Nitish Monebhurrun, professor do CEUB e doutor pela Universidade Sorbonne, França, alertou que a cobrança de pedágios ou obstruções físicas fere os pilares do direito do mar. O impacto dessa decisão vai além da economia: a militarização do tráfego marítimo eleva o risco de colapso nas cadeias globais de suprimentos.
O regime de Teerã reagiu de forma imediata à notícia, declarando que não permitirá intervenções americanas e ameaçando retaliações contra nações vizinhas que colaborarem com Washington, incluindo o Bahrein, Kuwait, Qatar, Jordânia e Omã. A Guarda Revolucionária reafirmou o controle sobre o estreito, exacerbando uma escalada que já envolvia bombardeios mútuos nos últimos dias.
Enquanto o Comando Central dos EUA busca reduzir a capacidade bélica iraniana, especialistas como Douglas Guilfoyle, da Universidade de New South Wales, advertem que a erosão das normas internacionais pode ser irreversível. A disputa, que se intensificou após o dia 11 de julho, coloca em xeque a soberania e a segurança de diversas nações conectadas à economia global.
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