JUSTIÇA E DIGNIDADE
Tribunal do Trabalho da Tailândia analisa pedido de indenização de tripulantes atacados em Ormuz
Três marinheiros buscam reparação após ataque ao navio Mayuree Naree em 11 de março; defesa aponta negligência e traumas incapacitantes.
O Tribunal do Trabalho da Tailândia formalizou o recebimento de uma ação judicial movida por três marinheiros que buscam reparação por danos morais e físicos, nesta sexta-feira, 10/07/2026. A decisão de processar os empregadores foi tomada pelos trabalhadores após o ataque fatal ocorrido em 11 de março, no Estreito de Ormuz, durante o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Os autores da ação pleiteiam uma indenização individual de ao menos 1 milhão de baht, aproximadamente US$ 30 mil. O processo, que ainda admite recurso, questiona a responsabilidade da Precious Shipping, proprietária da embarcação Mayuree Naree, e do capitão do navio. O advogado Kunpat Singhathong sustenta que os marinheiros foram levados deliberadamente a uma zona de alto risco, ignorando alertas de segurança da Guarda Revolucionária iraniana.
O impacto da violência vivida vai além dos danos materiais. Segundo a defesa, os três homens foram diagnosticados com transtorno de estresse pós-traumático, condição que compromete permanentemente suas capacidades laborais e dignidade humana. O ex-tripulante Panithi Tumkaew, de 43 anos, relata que a rotina tornou-se dependente de sedativos, dificultando até o convívio com estímulos sonoros cotidianos.
A empresa Precious Shipping, em comunicado à Bolsa de Valores da Tailândia em 11 de março, alegou ter seguido protocolos de segurança. Em resposta aos trabalhadores, a companhia afirmou que já quitou as obrigações contratuais e não reconhece novos débitos. O ex-marinheiro Noppadon Wongsuvan, de 33 anos, classificou a posição da empresa como insuficiente perante os padrões internacionais de proteção à vida no mar.
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