INVESTIGAÇÃO AVANÇA

Três suspeitos do RJ são detidos em investigação sobre morte de jovem em rope jump em Limeira (SP)

Imagem ilustrativa de acidente em rope jump
Mulher morre após ser jogada de rope jump sem corda no interior de SP

Novos suspeitos, provenientes do Rio de Janeiro, foram detidos pela Polícia Civil de Limeira. A vítima, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, foi lançada sem cordas de uma ponte.

A Polícia Civil de Limeira, no interior de SP, informou nesta sábado, 20/06/2026, que três suspeitos do Rio de Janeiro foram detidos no âmbito da investigação sobre a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. A vítima morreu após ser lançada sem cordas de uma ponte durante uma prática de rope jump.

A informação foi confirmada pelo delegado seccional de Limeira, Antônio Luiz Tuckumantel. Até o momento desta publicação, não há detalhes sobre a cidade exata onde os novos detidos foram localizados nem a sua participação específica no evento que causou a tragédia. A detenção destes indivíduos representa um passo significativo na apuração dos fatos, buscando esclarecer todas as responsabilidades.

Em paralelo, outros três suspeitos, que haviam sido detidos no dia do ocorrido, permanecem presos. A Justiça negou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa deles, mantendo a prisão preventiva.

Os três primeiros presos

No sábado, 13 de junho de 2026, data da tragédia, os três instrutores diretamente responsáveis pelo salto de Maria Eduarda foram detidos. A Polícia Civil os autuou por homicídio com dolo eventual, indicando que assumiram o risco de produzir o resultado morte. Em depoimento, o trio demonstrou desconhecimento sobre a falha que levou à queda fatal.

Um vídeo capturou o momento em que a vítima era conduzida pelos instrutores até a beirada da plataforma e, em seguida, arremessada em queda livre. A ausência do equipamento de segurança, a corda, foi o fator determinante para o desfecho fatal, afetando profundamente a dignidade da jovem e o luto de seus familiares e amigos.

A jovem Maria Eduarda, antes do trágico evento, compartilhou uma publicação em redes sociais que, em retrospecto, soa como um presságio: "Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?". A declaração evidencia a confiança depositada, que culminou em uma negligência grave.

A tragédia e suas circunstâncias

No último sábado, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, com apenas 21 anos, sofreu uma queda de aproximadamente 40 metros, com o óbito constatado no local. De acordo com a Polícia Civil, o equipamento de segurança, que deveria estar fixado ao corpo da vítima para amortecer a queda, foi esquecido no chão da estrutura. Essa falha operacional causou um impacto devastador, ceifando a vida da jovem e gerando comoção.

Inicialmente, seis pessoas foram detidas após o incidente. Contudo, após análise da Justiça, apenas os três instrutores responsáveis pelo procedimento continuam sob custódia. No domingo, 14 de junho de 2026, a prisão em flagrante deles foi convertida em prisão preventiva, solidificando a necessidade de sua permanência detida enquanto as investigações avançam.

A delegada responsável pela investigação relatou que os instrutores apresentaram-se desnorteados, alegando não se lembrar de quem era a responsabilidade pela instalação da corda de segurança e por que a fiscalização final não foi realizada antes do impulso da vítima. Essa falta de clareza e responsabilidade individual agrava o quadro e reforça a necessidade de uma apuração rigorosa para garantir justiça.

*Estagiária sob supervisão.

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