FRAUDE EM ÓRGÃO PÚBLICO

Três ex-servidores são presos em operação contra fraudes na Comurg

Servidores da Polícia Civil em ação durante operação de prisão.
Operação da Polícia Civil investiga fraudes na Comurg.

Três ex-servidores foram detidos nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026, em Goiás, e outros 16 foram afastados de suas funções por suspeita de envolvimento em esquema de fraudes em acordos extrajudiciais na Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). A Polícia Civil investiga falsidade ideológica, peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Três ex-servidores foram presos nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026, durante uma operação da Polícia Civil deflagrada em Goiás. A ação investiga suspeitas de fraudes em acordos extrajudiciais firmados entre funcionários e a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). Além dos detidos, outras 16 pessoas foram afastadas de suas funções públicas por suposto envolvimento no esquema.

A Polícia Civil informou que os nomes dos investigados não foram divulgados até o momento, impossibilitando o contato para manifestação de defesa. A Comurg, em nota, declarou que a operação apura irregularidades em processos administrativos de gestões anteriores, as quais já estavam sob investigação interna iniciada em janeiro de 2025. O órgão assegura colaboração integral com as autoridades.

As investigações apontam que, entre 2022 e 2024, 35 funcionários da companhia instauraram processos internos alegando diferenças salariais e desvios de função. Segundo a polícia, servidores dos setores jurídico e de protocolo teriam atuado em conjunto, cobrando 60% dos valores recebidos pelos beneficiários do esquema como condição para viabilizar os pagamentos.

Irregularidades como a ausência de autorizações e documentos necessários, além de prazos extremamente curtos para a aprovação dos pagamentos, foram identificadas em uma investigação interna. Esses achados levaram à denúncia formal do esquema à Polícia Civil.

O delegado Ivaldo Gomes explicou à TV Anhanguera que, após a denúncia, alguns funcionários que poderiam ter conhecimento do esquema passaram a ser procurados por envolvidos. O objetivo seria persuadi-los a apresentar uma versão unificada dos fatos. "Após a divulgação das denúncias, parte desses empregados passaram a ser procurados tentando persuadi-los a manter uma unicidade da defesa. Ou seja, prestar uma mesma versão para os fatos. Então, isso também é objeto de investigação", destacou Ivaldo.

Os suspeitos são investigados pelos crimes de falsidade ideológica, peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. De acordo com o delegado Ivaldo, a situação dos servidores que receberam os valores e concordaram em repassá-los aos investigados é considerada delicada e também está sob análise policial.

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