FALTA DE REFEIÇÕES

Trabalhadores do Hospital Regional Monsenhor Antônio Barros ficam sem alimentação e Sindsaúde/RN cobra solução

Profissionais de saúde em hospital
Profissionais de saúde enfrentaram a falta de alimentação durante plantões no Hospital Regional Monsenhor Antônio Barros.

A paralisação da empresa terceirizada JMT deixou servidores sem acesso à alimentação durante plantões no Hospital Regional Monsenhor Antônio Barros. O Sindsaúde/RN denuncia precarização e cobra medidas do Governo do Estado.

Profissionais do Hospital Regional Monsenhor Antônio Barros, localizado em São José de Mipibu, na Grande Natal, enfrentaram a falta de alimentação durante o expediente na última segunda-feira, 18 de maio de 2026. A interrupção do serviço ocorreu após a paralisação da empresa terceirizada JMT, responsável pelo fornecimento de refeições na unidade hospitalar. A decisão, tomada pela empresa prestadora de serviços, impactou diretamente servidores que cumprem jornadas prolongadas e atuam na linha de frente do atendimento à população. A situação é motivo de preocupação por afetar a dignidade e as condições básicas de trabalho dos profissionais de saúde.

O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde/RN) reagiu ao episódio, classificando-o como mais um reflexo da precarização vivenciada nas unidades estaduais de saúde. Segundo a entidade, a falta de alimentação para os profissionais de saúde pública tem se tornado uma ocorrência frequente em diversas unidades da rede estadual. O Sindsaúde/RN aponta que a ausência de planejamento e as falhas na garantia de condições mínimas de trabalho têm se repetido em outras localidades do Rio Grande do Norte.

Diante da recorrência dos problemas, o sindicato informou que a reivindicação por um auxílio-alimentação para os trabalhadores da saúde foi incluída na pauta da Campanha Salarial de 2026. A entidade considera inadmissível que profissionais dediquem-se a plantões exaustivos e de alta complexidade sem ter o direito básico à alimentação. O Sindsaúde/RN critica a postura do Governo do Estado, alegando que os servidores continuam submetidos a condições precárias, sem que sejam implementadas medidas definitivas para solucionar a questão.

O sindicato reforça que, além da sobrecarga diária nas unidades hospitalares, os servidores lidam com problemas estruturais que afetam diretamente sua dignidade e a qualidade do desempenho profissional. É apontado que o Governo do Estado tem permitido, reiteradamente, que os trabalhadores enfrentem situações desumanas no exercício de suas funções, sem apresentar soluções concretas para um problema que se arrasta há anos na rede estadual de saúde. A decisão de não fornecer alimentação representa um descaso com a dedicação dos profissionais.

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