VIDA RESGATADA
Trabalhadora doméstica etíope é resgatada de condições análogas à escravidão em Florianópolis
Mulher de 34 anos fugiu de residência onde cumpria jornada de 15h diárias e sofria agressões. Documentos foram retidos pelos patrões.
{"blocks":[{"key":"12345","text":"Uma trabalhadora doméstica etíope, de 34 anos, foi resgatada nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026, de condições análogas à escravidão em Florianópolis, SC. A decisão partiu da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), após a mulher fugir de um condomínio onde relatava jornadas de trabalho extenuantes, que ultrapassavam 15 horas diárias, além de violência física e psicológica. O caso é de extrema importância por expor a vulnerabilidade de migrantes em situações de exploração e a necessidade de fiscalização rigorosa para garantir a dignidade humana.","type":"paragraph"},{"key":"67890","text":"A mulher contou aos inspetores que seus documentos foram retidos e sua liberdade cerceada pelos empregadores. Ela foi contratada em Dubai, nos Emirados Árabes, por uma empresa estrangeira de serviços domésticos e trazida ao Brasil por um casal, mesmo sem visto de trabalho regular. A fiscalização da SIT, vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego, constatou que a trabalhadora era submetida a uma rotina exaustiva, com atividades que incluíam limpeza, culinária, cuidados com os filhos do casal e atenção aos animais de estimação, sem folgas nos finais de semana.","type":"paragraph"},{"key":"abcde","text":"Os auditores-fiscais do Trabalho iniciaram procedimentos urgentes para recuperar os documentos e pertences da vítima e para apurar possíveis crimes previstos no Código Penal Brasileiro, na Lei de Migração e em tratados internacionais. A trabalhadora relatou ter sido alvo de constantes episódios de violência psicológica, verbal e moral, com gritos, insultos e ameaças, além de ter objetos arremessados contra ela, o que criava um ambiente de medo e pressão constantes.","type":"paragraph"},{"key":"fghij","text":"Com os documentos retidos, incluindo o passaporte, sua locomoção e a busca por ajuda eram dificultadas. A vítima conseguiu fugir da residência durante a noite, levando apenas o celular e as roupas do corpo. Após horas perambulando pelas ruas, ela pediu auxílio a pessoas que encontrou, utilizando ferramentas de tradução no aparelho. Inicialmente acolhida por profissionais da rede pública de segurança, saúde e assistência social, a fiscalização do trabalho foi acionada para o atendimento especializado.","type":"paragraph"},{"key":"klmno","text":"No Espaço Acolher, com auxílio de intérprete intercultural e equipe multidisciplinar, a cidadã africana reiterou o desejo de encerrar a relação de trabalho. Ela mencionou que os empregadores condicionavam a devolução de seus pertences ao pagamento de supostas dívidas, como passagens aéreas e despesas de visto e alimentação. As ameaças, segundo relatado pelos profissionais de acolhimento, prosseguiram mesmo após a fuga, com mensagens intimidadórias e falsas acusações.","type":"paragraph"}]}
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