COMBATE AO CRIME

TJSP mantém prisão de Marcola e familiares em investigação envolvendo Deolane

Foto de arquivo mostrando Marcola, chefe do PCC, em ambiente prisional.
Marcola, chefe do PCC, tem prisão preventiva mantida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

A 16ª Câmara de Direito Criminal do TJSP rejeitou habeas corpus para os investigados na Operação Vérnix, mantendo as custódias preventivas.

A 16ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negou, em 10/07/2026, os pedidos de liberdade para Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e seus familiares envolvidos na Operação Vérnix. A decisão, que mantém as prisões preventivas, foi motivada pela necessidade de resguardar a ordem pública e assegurar o avanço das investigações sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro orquestrado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).

A manutenção da custódia cautelar atinge também Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho. O Ministério Público de São Paulo sustenta que o grupo utilizava uma transportadora de fachada em Presidente Venceslau (SP) para ocultar a origem ilícita de capitais.

A Operação Vérnix ganhou notoriedade ao ligar movimentações financeiras à influenciadora Deolane Bezerra. Segundo o órgão ministerial, entre 2018 e 2021, a influenciadora teria recebido R$ 1.067.505 em depósitos fracionados, técnica conhecida como smurfing, visando driblar os mecanismos de controle financeiro. A investigação aponta Paloma Sanches Herbas Camacho como um dos elos entre a influenciadora e a cúpula do PCC.

Ao decidir pela permanência dos investigados no sistema prisional, os desembargadores destacaram a presença de indícios de continuidade na prática de ocultação de recursos ilícitos. O tribunal considerou que a liberdade dos acusados colocaria em risco a eficácia do processo penal.

A defesa, representada pelo advogado Bruno Ferullo Rita, argumentou pela ausência de contemporaneidade, afirmando que os fatos investigados referem-se ao período entre 2019 e 2022. O defensor reiterou que respeita a decisão colegiada, mas anunciou que recorrerá a instâncias superiores, mantendo a contestação quanto ao mérito das acusações e à legalidade das prisões.

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