COMBATE AO CRIME
TJ-SP mantém prisão de Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior
Decisão da 16ª Câmara de Direito Criminal reforça necessidade de custódia preventiva para interromper esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) manteve a prisão preventiva de Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, apontado como uma peça-chave no esquema de lavagem de dinheiro da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão, tomada pela 16ª Câmara de Direito Criminal, foi oficializada nesta sexta-feira, 10/07/2026, reafirmando que a manutenção da custódia é indispensável para garantir a ordem pública e cessar o fluxo financeiro ilícito operado pela organização.
Alejandro, conhecido como "Gordão" ou "Marcolinha" e irmão de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, permanece sob investigação no âmbito da Operação Vérnix. O Ministério Público sustenta que, mesmo encarcerado na Penitenciária Federal de Brasília, ele exercia controle direto sobre uma transportadora sediada em Presidente Venceslau (SP), utilizada para movimentar cerca de R$ 20 milhões em recursos oriundos de atividades criminosas.
A defesa de Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior alegou, durante o pedido de habeas corpus, que houve irregularidades processuais, como a ausência de audiência de custódia no prazo estipulado e a falta de contemporaneidade dos fatos. No entanto, a relatora do processo afastou os argumentos, destacando que a audiência foi realizada em 27 de maio e que relatórios de inteligência financeira produzidos até 2026 demonstram a continuidade das operações ilegais.
A magistrada reforçou que a permanência de Alejandro no sistema prisional não é impeditivo para a decretação de nova preventiva, visto que a investigação comprovou a capacidade de comando do investigado a partir do cárcere. O tribunal entendeu que a medida é proporcional diante da gravidade dos delitos e da estrutura organizada montada para reinserir valores ilícitos na economia formal, esquema este que também culminou na prisão da influenciadora digital Deolane Bezerra.
O advogado Bruno Ferullo Rita, responsável pela defesa, reiterou que respeita o posicionamento da Justiça, porém discorda dos fundamentos jurídicos da decisão. Segundo a defesa, não há comprovação de atos recentes que justifiquem a medida cautelar e um recurso será apresentado às instâncias superiores.
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