INVESTIGAÇÃO SOBRE INTIMIDAÇÃO

Thiago Miranda vira alvo da PF após deixar o Grupo Leo Dias

Thiago Miranda em registro fotográfico durante suas atividades profissionais.
Thiago Miranda deixou a sociedade no Grupo Leo Dias pouco antes da ação policial.

Publicitário é investigado por coordenar esquema de espionagem e pressão contra jornalistas para favorecer o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

A Polícia Federal deflagrou uma operação contra o publicitário Thiago Miranda na quinta-feira, 09/07/2026, apenas dois dias após o profissional anunciar o encerramento de sua sociedade no Grupo Leo Dias de Comunicação. A medida, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, faz parte da 10ª fase da operação Compliance Zero.

As investigações apontam que o publicitário atuava na coordenação de uma estrutura dedicada a intimidar jornalistas e influenciadores digitais, com o intuito de blindar a imagem do Banco Master, de propriedade de Daniel Vorcaro. O caso ganha contornos graves pela exposição da privacidade de comunicadores e executivos, colocando em xeque o direito fundamental à livre expressão e a integridade de profissionais de imprensa.

Documentos analisados pela Polícia Federal revelam que, entre março e abril de 2025, o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, solicitou que Thiago Miranda levantasse dados sensíveis e sigilosos sobre a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. A pressão estendia-se a outros alvos, como o executivo do Itaú, Milton Maluhy Filho, a jornalista Consuelo Dieguez, da Revista Piauí, e o sócio da consultoria Nord Investimentos, Renato Breita. Em diálogos interceptados, o publicitário celebrava a remoção de conteúdos críticos, evidenciando o uso de métodos questionáveis para silenciar opiniões divergentes.

Em nota oficial, a defesa de Thiago Miranda refutou as acusações, negando qualquer prática ilícita ou ato de coação contra terceiros. Os advogados reiteraram que o publicitário preza pela legalidade e transparência, colocando-se à disposição para colaborar com a apuração dos fatos conduzida pelas autoridades competentes. A investigação prossegue, com medidas cautelares ainda em curso e sob análise do Judiciário.

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