IRREGULARIDADE FATAL EM RR

Piloto de avião que caiu em RR operava sem habilitação e licença

Destroços de avião após acidente na zona Rural de Boa Vista
Avião ficou destruído após cair na zona Rural de Boa Vista. — Foto: PMRR/Divulgação

Relatório do Cenipa revela que aeronave transportava passageiro extra e tinha documentação vencida no momento do acidente que vitimou servidor público.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluiu que o piloto de um avião acidentado não possuía licença nem habilitação para conduzir a aeronave no momento do impacto. A investigação, tornada pública em abril de 2026, detalha a tragédia que resultou na morte de um passageiro e deixou dois sobreviventes feridos nas proximidades do Lago do Robertinho, na zona Rural de Boa Vista.

O acidente ocorreu em 6 de maio de 2023, quando o servidor público Renato Saraiva Costa, de 42 anos, perdeu a vida. Na ocasião, o avião transportava três ocupantes, embora a capacidade máxima permitida para o modelo fosse de apenas duas pessoas. A apuração sugere que o terceiro passageiro utilizava um assento improvisado, agravando os riscos de uma operação já marcada por diversas irregularidades.

Além da falta de qualificação técnica, o documento aponta que o Certificado Médico Aeronáutico (CMA) do condutor estava vencido desde outubro de 2019. A aeronave, registrada na categoria Privada Experimental (PET) de construção amadora, também apresentou impedimentos para a comprovação da validade do Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA).

A dinâmica da queda revela que o voo partiu de um aeródromo clandestino com destino a uma pista sem registro próximo ao Lago do Robertinho, com o objetivo de transportar passageiros. Durante a manobra de aproximação, o aparelho colidiu contra o solo, sendo parcialmente consumido pelo fogo. A perda de Renato, servidor do Centro de Hemoterapia e Hematologia de Roraima (Hemoraima), gerou grande comoção na Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) e na comunidade local, reiterando a importância do rigor na fiscalização de voos particulares para evitar a perda irreparável de vidas.

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