INVESTIGAÇÃO MÉDICA E RARA

Mistério médico: especialistas analisam caso do bebê Noah encontrado vivo

Bebê Noah internado em unidade hospitalar
Médicos tentam explicar caso de bebê dado como morto que voltou a respirar — Foto: Reprodução/TV Globo

A Santa Casa de Bauru apura as circunstâncias do ocorrido enquanto médicos debatem a raridade de um retorno de circulação após horas de atestado de óbito.

A direção da Santa Casa reafirmou que todos os protocolos de reanimação foram seguidos antes da declaração do óbito do bebê Noah. A decisão, tomada após o pequeno sofrer duas paradas cardiorrespiratórias, tornou-se objeto de uma investigação interna e de uma análise pela comissão de ética do hospital, buscando entender como a criança foi encontrada com sinais vitais por uma equipe funerária horas depois.

O diretor médico da unidade, Marco Aurélio Mestrinel, enfatizou em entrevista ao Fantástico que a equipe de saúde realizou mais de 40 minutos de manobras de reabilitação. Segundo a gestão, os aparelhos indicavam a ausência de vida, e a constatação clínica foi executada conforme as normas técnicas. Até o momento, a instituição sustenta que não houve falha procedimental e que o caso permanece sem explicação científica.

Especialistas consultados, como o gerente médico Nelson Rorigoshi, do Hospital Infantil Sabará, apontam que o episódio é extremamente incomum. A literatura médica registra a chamada síndrome de Lázaro — nome inspirado na narrativa bíblica de Jesus e Lázaro — para descrever o retorno espontâneo da circulação após o cessar das manobras de reanimação. No entanto, o intervalo de horas observado no caso de Noah diverge drasticamente do padrão mundial, onde o retorno, quando ocorre, costuma acontecer em poucos minutos.

O bebê, que foi transferido para o Hospital das Clínicas de Bauru para tratamento especializado em condições genéticas, segue internado e entubado. A família relata uma evolução clínica contínua, enquanto o estado de saúde do paciente permanece sem previsão de alta médica.

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