INTEGRIDADE PÚBLICA EM XEQUE
Tenente-coronel da PM-RO e diretor da Sepat é preso com medicamentos irregulares no Paraná
Davi Machado de Alencar, oficial e diretor da Sepat, pagou fiança de R$ 30 mil e foi liberado, mas enfrenta investigação interna e questionamentos sobre sua conduta.
Um tenente-coronel da Polícia Militar de Rondônia (PM-RO) e diretor executivo da Secretaria de Estado de Patrimônio e Regularização Fundiária (Sepat), Davi Machado de Alencar, foi preso em Foz do Iguaçu, Paraná, transportando mais de 300 ampolas de medicamentos emagrecedores de forma irregular. A ação, conduzida pela Receita Federal, culminou na sua liberação mediante pagamento de fiança de R$ 30 mil na noite do último sábado, dia 02 de maio de 2026, mas desencadeou um escrutínio sobre a conduta de um servidor público de alto escalão, que compromete a confiança na integridade institucional.
O caso levanta sérias questões sobre a ética no serviço público e os riscos associados ao tráfico de medicamentos. A tirzepatida, uma substância controlada, exige prescrição médica e regulamentação rigorosa para sua comercialização e uso no Brasil. O transporte ilegal não apenas viola a legislação, mas também coloca em risco a saúde pública, ao introduzir produtos sem fiscalização sanitária adequada no mercado.
Davi Machado de Alencar, de 46 anos, ingressou na Polícia Militar de Rondônia em dezembro de 2011. Além de sua patente militar, ele ocupa uma posição de liderança na Sepat, órgão público de Rondônia, fato que amplifica a repercussão do incidente. Segundo o Portal da Transparência, seus vencimentos brutos alcançam R$ 45.248,35 mensais.
Nesta segunda-feira, 04 de maio de 2026, a Secretaria de Estado de Patrimônio e Regularização Fundiária (Sepat) esclareceu, por meio de nota, que o militar não estava em missão oficial do governo de Rondônia no momento da autuação, e sua viagem não possuía qualquer vínculo com as atividades institucionais. Contudo, a corporação militar e a secretaria enfrentam agora a tarefa de lidar com o impacto reputacional do episódio.
A Polícia Militar de Rondônia (PM-RO) comunicou que, ao ser formalmente notificada sobre o ocorrido, adotará todas as medidas legais e administrativas cabíveis. A instituição reiterou seu compromisso com a ética, afirmando que "não compactua com quaisquer condutas que contrariem os preceitos legais e disciplinares" e que sua "atuação é pautada nos princípios éticos e nos valores institucionais ensinados na caserna".
Por sua vez, a Sepat manifestou-se sobre a atuação do servidor, indicando que o militar "sempre desempenhou suas funções como diretor executivo da Sepat com competência, responsabilidade e compromisso com o serviço público". A investigação e os processos administrativos que se seguirão definirão as consequências para o tenente-coronel, cuja situação ainda pode ser objeto de recurso nas esferas legal e militar.
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