TRANSPARÊNCIA EXIGIDA

Tarcísio exige investigação "doa a quem doer" sobre Banco Master após operação contra Ciro Nogueira

Tarcísio de Freitas em discurso durante evento público
O Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, participa de evento público. (Foto: João Valerio/Governo de SP - Arquivo)

Governador de São Paulo demanda apuração rigorosa de suspeitas financeiras e reforça compromisso com a integridade pública. Mandado contra senador Ciro Nogueira (PP-PI) abala cenário político.

O Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), cobrou nesta sexta-feira, 08 de maio de 2026, uma investigação "doa a quem doer" sobre as graves suspeitas envolvendo o Banco Master. A declaração, feita em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, ecoa a indignação pública após um mandado de busca e apreensão cumprido contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI) na quinta-feira, 07 de maio. O apelo do Governador por "total esclarecimento do caso" e a devolução dos valores desviados sublinha a urgência de restaurar a confiança nas instituições e garantir que a justiça seja feita, impactando diretamente a integridade do serviço público.

"É um escândalo grave, precisa ser apurado, precisa ser investigado, doa a quem doer. Todas as pessoas que têm envolvimento precisam ser investigadas", afirmou Tarcísio de Freitas com veemência. O líder paulista reiterou sua expectativa por uma apuração minuciosa e pela restituição de eventuais recursos ilícitos, enfatizando a importância da responsabilização para a sociedade.

A Polícia Federal deflagrou a operação que mirou o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, devido a suspeitas diretamente relacionadas ao Banco Master. O Partido Progressista (PP) faz parte da base aliada de Tarcísio em São Paulo, o que adiciona uma camada de complexidade ao cenário político. Em decorrência do ocorrido, um evento do partido agendado para a segunda-feira, 11 de maio, na capital paulista, que anunciaria apoio à reeleição do Governador e contaria com a participação do senador, foi adiado.

Questionado sobre as possíveis repercussões políticas do caso, Tarcísio de Freitas buscou distanciar sua gestão das acusações, declarando que o incidente "não tem nada a ver com a gente". Ele também minimizou o impacto do adiamento do encontro partidário, ressaltando a solidez da aliança que sustenta seu governo, composta por Republicanos, PL, PSD, MDB, PP, União Brasil e Podemos. O Governador reiterou, ainda, seu apoio ao ex-secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP-SP), como pré-candidato ao Senado.

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