ROPE JUMP TRÁGICO

Suspeito afirma que acreditava na regularidade do grupo após morte em salto

João Antonio Pivetta, um dos suspeitos no caso do rope jump, durante entrevista após ser solto.
João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva foi solto após ser preso pela morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas — Foto: Reprodução/EPTV

João Antonio Pivetta foi solto após 18 dias de prisão. Polícia concluiu que ele não teve participação direta na queda de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas.

Dois homens, João Antonio Pivetta e Gabriel Barros Martins, foram liberados da prisão nesta quarta-feira, 08/07/2026, após 18 dias de detenção preventiva. A decisão foi motivada pela conclusão da Polícia Civil, que, ao finalizar as investigações sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas durante um evento de rope jump, não encontrou indícios de participação direta dos suspeitos no evento fatal e, por isso, solicitou a revogação de suas prisões.

O caso, que chocou a sociedade pela fragilidade na segurança de atividades recreativas de alto risco, coloca em debate a responsabilidade de quem integra grupos de aventura. Em entrevista à EPTV nesta sexta-feira, 10/07/2026, João Antonio Pivetta afirmou que acreditava atuar em uma empresa regularizada. Segundo o relato, o grupo "Entre Cordas" transmitia uma imagem de rigor técnico e segurança que convenceu seus integrantes de que operavam dentro da legalidade.

A investigação policial detalhou que a função exercida por João Antonio Pivetta era limitada à parte inferior da ponte, auxiliando na retirada dos equipamentos após o salto. Já Gabriel Barros Martins realizava o suporte no sistema de descida. Ambos não foram denunciados pelo Ministério Público (MP). Para familiares e a sociedade, a tragédia de 2026 serve como um alerta severo sobre a negligência em atividades esportivas que, sob a fachada de lazer, ignoram protocolos vitais de preservação da vida.

Enquanto a liberdade foi concedida a estes dois envolvidos, a situação jurídica dos responsáveis diretos pela organização do salto é distinta. Na terça-feira, 07/07/2026, o Ministério Público ofereceu denúncia contra quatro pessoas por homicídio com dolo eventual qualificado e fraude processual. Os denunciados são Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne dos Santos Gonçalves.

A acusação sustenta que o grupo priorizava o lucro e a exposição em redes sociais, negligenciando a checagem obrigatória de equipamentos e a segurança dos participantes. A defesa dos soltos, conduzida por Ana Flávia de Almeida Foguel e Vítor Aurélio, classificou a prisão como desproporcional e ilegal, mencionando a possibilidade de pleitear indenização, enquanto reforça solidariedade à família da vítima.

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