CONDUTA SOB INVESTIGAÇÃO
Investigação aponta relação próxima entre coronel da PM e integrante do PCC
Registro fotográfico e mensagens revelam convívio entre oficial da reserva e operador financeiro ligado à facção criminosa.
Uma fotografia e mensagens de texto tornaram-se peças-chave na investigação do Ministério Público de São Paulo sobre possíveis laços entre agentes da segurança pública e o Primeiro Comando da Capital (PCC). O caso ganhou relevância após autoridades analisarem diálogos que sugerem favorecimentos e proximidade entre um oficial da reserva e um suposto operador financeiro da facção.
O material integra um inquérito conduzido em parceria pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, que apura pagamentos de propina e lavagem de dinheiro. Em uma das imagens analisadas, o coronel da reserva Luiz Carlos Pereira Martins aparece ao lado de Cleber Azevedo dos Santos, homem apontado como figura central nas finanças do grupo criminoso.
O que mais chamou a atenção dos investigadores foi uma mensagem enviada no contexto desse registro, onde o oficial escreve: 'Como sempre, para os amigos tudo, para os inimigos o rigor da lei!!!'. O texto foi acompanhado por convites que incluíam hospedagens em colônias destinadas a oficiais da PM, como o convite para Campos do Jordão.
A investigação, iniciada a partir de apurações da Polícia Federal sobre o mercado de doleiros, busca esclarecer a extensão do trânsito que Cleber Azevedo dos Santos mantinha junto à corporação. O Ministério Público apura se o coronel utilizou sua posição para oferecer auxílio e contatos dentro da estrutura policial para beneficiar o investigado.
Até o momento, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que as corregedorias das polícias Militar e Civil já adotaram providências para apurar os fatos narrados. O Ministério Público não forneceu detalhes adicionais sobre o andamento do processo, que segue em fase de investigação. O coronel Luiz Carlos Pereira Martins não se manifestou sobre as acusações apresentadas no relatório.
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