JUDICIÁRIO E DEMOCRACIA
STF precisa de perfil legalista, afirma Renan Santos à CNN Brasil
Renan Santos, do Missão, aponta "distorções" na relação entre poderes e defende ministros "altamente discretos" para o Supremo Tribunal Federal.
O pré-candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, defendeu nesta sexta-feira, 01/05/2026, a urgência de um "perfil legalista" no STF (Supremo Tribunal Federal). Em entrevista à CNN Brasil, Santos criticou o que ele chama de "neoconstitucionalismo", que, segundo ele, leva ministros a inovar e criar leis, em vez de apenas interpretar a Constituição. A declaração ressalta a preocupação com o equilíbrio entre os Poderes e o impacto direto na segurança jurídica e na confiança da sociedade nas instituições.
Para Renan Santos, essa postura, que ele associa a princípios antes defendidos pelo Ministro Barroso, desvia o papel do jurista, transformando-o em legislador. Tal conduta, na visão do pré-candidato, seria a raiz de "boa parte das distorções" observadas na relação entre os Poderes Judiciário e Legislativo.
Santos detalhou o que considera ser o "básico" para um ministro da Suprema Corte: defender uma perspectiva clássica do Judiciário, manter-se afastado de escritórios de familiares com interesses na corte, e evitar o debate público. Ele enfatizou a necessidade de discrição, ausência de vaidade e qualquer desejo de visibilidade em redes sociais. Além disso, um passado ilibado é fundamental para a saúde de uma Suprema Corte.
O pré-candidato reforçou sua visão ao comparar o cenário brasileiro com o global, afirmando que, "no mundo todo, as Supremas Cortes são caladas, desconhecidas, quase ninguém sabe o nome dos ministros dessas Supremas Cortes", sublinhando o ideal de um Judiciário que atue com discrição e foco técnico.
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