ARTICULAÇÃO POLÍTICA NACIONAL

Campanha de Lula define estratégia para tentar atrair voto evangélico

Presidente Lula em um evento oficial durante a campanha de reeleição.
Presidente Lula em evento de campanha - Foto:Ricardo Stuckert/PR

Aposta em pautas sociais e econômicas busca conquistar eleitores sem o confronto direto sobre temas ideológicos. Iniciativa preserva autonomia das igrejas.

A campanha à reeleição do presidente Lula definiu uma nova estratégia para atrair o eleitorado evangélico, priorizando o debate sobre políticas sociais e econômicas em vez do embate ideológico com o bolsonarismo. A iniciativa, consolidada na segunda-feira (24/08), busca converter esse segmento do eleitorado a partir de resultados concretos da gestão federal.

O foco central será a defesa de medidas voltadas à proteção das famílias e a valorização de indicadores econômicos positivos, como a queda na taxa de desemprego. Uma das principais bandeiras será a defesa do fim da escala 6x1, apresentada como uma alternativa para garantir que trabalhadores, especialmente as mulheres, tenham mais tempo de qualidade com seus entes queridos.

A coordenação da campanha enfatiza que o diálogo ocorrerá estritamente fora dos templos. Gutierres Barbosa, coordenador nacional do Setorial Inter-religioso do PT, reforçou que o objetivo é preservar o caráter sagrado dos espaços religiosos. “As igrejas são espaços sagrados, onde a política não pode entrar e devemos respeitar”, afirmou o coordenador.

Para fortalecer essa articulação, o PT oficializou o lançamento do comitê popular Evangélicas e Evangélicos com Lula na segunda-feira (24/08), reunindo movimentos sociais e lideranças religiosas. A estratégia inclui ainda o uso de elementos culturais, como o jingle gospel “Tapete Vermelho”, interpretado pela primeira-dama Janja e pelo pastor Kleber Lucas em eventos públicos.

Embora o PT contabilize mais de 500 mil filiados evangélicos, a legenda busca reverter a vantagem demonstrada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) neste nicho. Existe a expectativa de realizar um grande ato no Rio de Janeiro, com o suporte de Benedita da Silva (PT), para consolidar o diálogo com o segmento.

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