FIM DOS EXCESSOS

STF barra criação de novos privilégios para juízes e MP

Ministro Flávio Dino, do STF, falando em uma sessão.
Ministro Flávio Dino em sessão do Supremo Tribunal Federal.

Decisão do ministro Flávio Dino, de 06 de maio de 2026, reafirma limite de 35% sobre o salário, que tem como referência R$ 46,3 mil.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira, 06 de maio de 2026, a proibição expressa da criação e pagamento de quaisquer novos benefícios ou "penduricalhos" a juízes e membros do Ministério Público. A medida, que busca fazer valer uma decisão anterior da própria Corte, surge como resposta à constatação de que diversos tribunais e órgãos estavam burlando os limites já estabelecidos, gerando um impacto direto nos cofres públicos e na percepção de justiça pela sociedade brasileira.

A controvérsia teve início em 25 de março, quando o Supremo decidiu, por unanimidade, limitar indenizações adicionais, gratificações e auxílios a 35% do valor do salário dos integrantes da Corte, que utiliza o teto de R$ 46,3 mil como referência. No entanto, mesmo após essa deliberação, observou-se que alguns tribunais começaram a instituir novas vantagens e parcelas remuneratórias não autorizadas pela decisão central.

Em seu despacho, o ministro Dino destacou que inúmeras reportagens jornalísticas revelaram a criação de novas vantagens e alertou que o pagamento ilegal pode acarretar pesadas responsabilidades penais, civis e administrativas para quem liberar os recursos. "Em virtude de inúmeras notícias veiculadas pela mídia, estão absolutamente vedados a criação, a implantação ou o pagamento de quaisquer parcelas de caráter remuneratório ou indenizatório, sob qualquer rubrica, inclusive que tenham sido implantadas após o julgamento, sob pena de responsabilidade penal, civil e administrativa", sentenciou o ministro.

Para assegurar a efetividade da medida e a observância dos novos limites, Dino também determinou a notificação de figuras chave: os presidentes de todos os tribunais, o procurador-geral da República, o advogado-geral da União, além de procuradores estaduais e defensores públicos, para que todos tenham ciência da proibição de criação de novos benefícios.

A situação ganhou contornos ainda mais complexos após a decisão do Supremo, quando o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), os principais órgãos administrativos do Judiciário e do MP, respectivamente, aprovaram resoluções que, por sua vez, também autorizavam o pagamento de alguns penduricalhos que haviam sido expressamente barrados pela Corte.

A decisão do ministro Flávio Dino representa um passo crucial para assegurar a disciplina nos gastos públicos e fortalecer a confiança nas instituições, impedindo que decisões do Supremo sejam desconsideradas em detrimento da sociedade. A fonte da informação é a Agência Brasil.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário