DECISÃO CRÍTICA

STF avalia novas regras para big techs e responsabilização por conteúdos online

Foto do Ministro Dias Toffoli em frente ao Supremo Tribunal Federal.
Ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF.

Supremo analisa recursos de grandes empresas de tecnologia sobre o Marco Civil da Internet, definindo o nível de responsabilidade por postagens de terceiros.

Nesta quinta-feira, 11 de junho de 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou a análise de recursos apresentados por grandes empresas de tecnologia, as chamadas big techs, a respeito do Marco Civil da Internet. A decisão busca definir o grau de responsabilização dessas plataformas por conteúdos divulgados por usuários e terceiros em suas redes.

A discussão é crucial pois impacta diretamente a liberdade de expressão, a segurança jurídica e a proteção de dados no ambiente digital brasileiro, afetando milhões de usuários e a forma como a informação circula online.

Na quarta-feira, 10 de junho, o ministro Dias Toffoli, um dos relatores do tema, votou por manter as regras atuais, mas propôs um período de transição de 60 dias após a decisão final do julgamento para a plena aplicação das determinações. Seus ajustes de redação visam aprimorar o acórdão publicado em novembro de 2025, que já havia estabelecido teses para modular a Lei 12.965, de 2014, conhecida como Marco Civil da Internet.

Toffoli defendeu que a responsabilização das redes sociais com mais de 1 milhão de usuários registrados no Brasil deve entrar em vigor no mesmo prazo de 60 dias estipulado para a aplicação do chamado ECA digital (Lei 15.211, de 2025).

O ministro também apresentou uma distinção importante: plataformas com foco em conteúdo informacional e científico sem fins lucrativos, como a Wikipedia, deveriam seguir regras menos rigorosas. Para Toffoli, esses sites não influenciam ativamente o fluxo de informações através de algoritmos, diferentemente de redes sociais como Instagram, Facebook e YouTube, que impulsionam conteúdos e, por isso, possuem uma responsabilidade maior.

A análise no STF prossegue, com a expectativa de que a decisão estabeleça um marco na regulamentação da internet no Brasil, equilibrando a inovação tecnológica com a proteção dos direitos fundamentais.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário