DECISÃO NO STF
STF: Área técnica aponta prevenção de Mendonça em caso "Dark Horse"
Manifestação da área técnica sugere que ministro André Mendonça deve analisar pedido de investigação sobre financiamento de filme ligado a Jair Bolsonaro. Decisão final cabe ao presidente Edson Fachin.
A área técnica do Supremo Tribunal Federal (STF) informou nesta quinta-feira, 25/06/2026, ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, que já existem outros procedimentos sobre o financiamento do filme "Dark Horse" distribuídos por prevenção ao ministro André Mendonça. A manifestação será utilizada por Fachin para decidir quem ficará responsável por analisar um novo pedido de investigação apresentado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ).
A análise da Secretaria Judiciária foi solicitada pelo próprio presidente do STF. Na quarta-feira (24), Fachin pediu que a área responsável esclarecesse se havia conexão entre o novo pedido e outros procedimentos já em tramitação na Corte antes de definir a relatoria.
Na resposta encaminhada em 25/06/2026, a Secretaria indicou a existência de dois pedidos relacionados ao financiamento da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já distribuídos a André Mendonça por prevenção, além de um procedimento sigiloso sobre o mesmo tema. Esse entendimento corrobora a posição da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Ao se pronunciar sobre o caso, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, já havia afirmado que os fatos narrados por Lindbergh Farias são objeto de procedimento sob relatoria de Mendonça, defendendo a redistribuição da notícia-crime ao ministro por prevenção. O pedido de Lindbergh foi inicialmente apresentado no inquérito que investiga a atuação internacional do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Na petição, o parlamentar requer que a investigação abranja uma suposta relação entre o financiamento do filme "Dark Horse" e negociações atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o banqueiro Daniel Vorcaro. Lindbergh Farias também solicita a inclusão de Flávio e Jair Bolsonaro no escopo da apuração.
Em 22/06/2026, o ministro Alexandre de Moraes retirou a notícia-crime do inquérito e encaminhou o caso à Presidência do STF para definição de competência. Caberá a Fachin decidir se a petição permanecerá com Moraes, será enviada a André Mendonça por prevenção ou redistribuída por sorteio a outro ministro da Corte.
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