JUSTIÇA E CRIME

SP busca 5 por estupro coletivo de crianças

Fachada do 63° Distrito Policial, na Vila Jacui, em São Paulo
Fachada do 63° DP, na Vila Jacui, que investiga o caso

Ação da Justiça visa apreensão de adolescentes e prisão de adulto por crime na zona leste, registrado em 21 de abril de 2026. Vítimas recebem apoio.

A Justiça de SP decretou a apreensão de quatro adolescentes e a prisão temporária de um adulto, tornando-os foragidos por um estupro coletivo brutal que vitimou dois meninos de 7 e 10 anos. O crime, registrado em 21 de abril de 2026, na União de Vila Nova, em São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo, mobiliza a Polícia Civil em uma busca intensiva, crucial para a proteção das vítimas e a segurança de toda a comunidade.

Cinco pessoas — quatro adolescentes e um adulto — são alvo de uma busca implacável da Polícia Civil de SP desde que a Justiça determinou a apreensão dos menores e a prisão temporária do maior de idade. Eles são acusados de estupro coletivo contra dois meninos, de 7 e 10 anos, no bairro União de Vila Nova, região de São Miguel Paulista. Os cinco são, atualmente, foragidos da Justiça.

Segundo a Polícia Civil, a barbárie foi além da violência física: os agressores filmaram os abusos e os compartilharam na internet. O Metrópoles, que teve acesso às imagens, optou por não as divulgar, em respeito à dignidade e à extrema crueldade infligida aos menores. As cenas revelam o grupo debochando do desespero das vítimas, e em um momento, uma das crianças é agredida com tapas na cabeça, evidenciando a crueldade dos atos.

Os abusos coletivos aconteceram em 21 de abril de 2026, feriado de Tiradentes, mas o caso permaneceu em silêncio por alguns dias. A Polícia só tomou conhecimento do crime em 24 de abril de 2026, quando agentes do 63° Distrito Policial, na Vila Jacui, iniciaram a investigação, conseguindo identificar as vítimas e os suspeitos.

O impacto do crime na vida das crianças e de suas famílias é devastador. As vítimas e seus parentes foram imediatamente acolhidos por programas governamentais e de apoio familiar. Os dois meninos recebem tratamento psicológico e médico intensivo para tentar mitigar os traumas dos abusos sofridos.

Divaldo Rosa, subprefeito de São Miguel, informou nas redes sociais que o Conselho Tutelar acompanha o caso de perto, garantindo suporte contínuo. “As crianças e familiares foram colocadas sob proteção do poder público. A mãe e a avó da criança mais velha estão acolhidas por programa da Prefeitura de São Paulo, em Guaianases. A outra família foi acolhida pelo pai de um dos meninos, que mora em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo”, detalhou Rosa.

O subprefeito classificou o incidente como “revoltante e chocante”. Ele reforçou a necessidade de combater a impunidade: “Este caso é revoltante, choca e não pode ser tratado como algo normal. Os abusadores agem, na maioria das vezes, na sombra do medo, da omissão e da falta de denúncias aos órgãos públicos”, alertou, sublinhando a importância da vigilância e da denúncia para proteger os mais vulneráveis.

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TAGS: ESTUPRO COLETIVO, VIOLÊNCIA INFANTIL, JUSTIÇA CRIMINAL, POLÍCIA CIVIL, SÃO PAULO, DIREITOS HUMANOS

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