MERCADO GLOBAL DE COMMODITIES

Soja ganha força em Chicago após USDA confirmar demanda robusta

Gráficos de cotações em tela de terminal financeiro indicando alta no mercado de soja.
O relatório do USDA trouxe ajustes que impulsionaram a valorização de grãos na Bolsa de Chicago.

Relatório do USDA aponta ajuste nos estoques e demanda aquecida pela China, sustentando alta nas cotações de soja, milho e trigo.

O mercado global de grãos reagiu positivamente às novas diretrizes de oferta e demanda publicadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). A decisão de ajustar as projeções de consumo e estoques, divulgada em 10 de julho de 2026, consolidou a tendência de valorização das commodities agrícolas na Bolsa de Chicago, refletindo a confiança dos investidores na robustez da demanda internacional mesmo diante de safras expressivas.

Na sessão desta sexta-feira, 10 de julho de 2026, o contrato futuro da soja para entrega em novembro encerrou o pregão na Bolsa de Chicago cotado a US$ 11,81 por bushel, com valorização de 0,78%. A análise técnica da Royal Rural indica que o otimismo não decorre de surpresas produtivas, mas de um reequilíbrio nos estoques globais, que caíram para 124,17 milhões de toneladas, sinalizando um mercado mais atento à escassez do que ao excesso.

A China, maior importadora mundial, desempenhou um papel central na precificação. O USDA revisou para cima a previsão de compras chinesas para 115 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno no país asiático subiu para 136 milhões de toneladas. Para o agricultor e para a economia brasileira, esse movimento é um termômetro vital: a demanda chinesa aquecida protege a rentabilidade do setor em um momento de incertezas climáticas nos Estados Unidos.

O setor de milho também registrou ganhos expressivos, com o contrato para dezembro fechando em US$ 4,61 por bushel, alta de 1,99%. O suporte veio da redução dos estoques finais norte-americanos para 51,31 milhões de toneladas, um reflexo do aumento do consumo interno. Já o trigo, negociado a US$ 6,40 por bushel (alta de 3,31%), sentiu o impacto extra da geopolítica. Relatos de bloqueios no Estreito de Kerch e tensões no Canal Azov-Don, rotas cruciais para a Rússia, elevaram o prêmio de risco, conforme apontado pela Agrinvest.

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