OPERAÇÃO KHALAS DESMASCARA ESQUEMA BILIONÁRIO

Servidor público e outras duas pessoas são presas por suspeita de sonegar R$ 400 milhões na BA

Veículos policiais em frente a um prédio durante a Operação Khalas
Operação Khalas cumpre mandados de busca e apreensão na Bahia

Investigação aponta que grupo criminoso pagava propina a agentes públicos para facilitar a ocultação de importações de nafta e solventes, totalizando R$ 400 milhões em sonegação. Dois servidores municipais foram afastados.

Um servidor público estadual e outras duas pessoas foram detidas nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026, na Bahia, sob a suspeita de envolvimento em um esquema de sonegação fiscal que movimentou R$ 400 milhões em combustíveis. A Polícia Civil informou que a decisão de prender os envolvidos e afastar dois servidores municipais de Candeias, cidade da Região Metropolitana de Salvador, foi tomada para desarticular a organização criminosa e assegurar a integridade da investigação. A operação, denominada Khalas, busca não apenas punir os responsáveis, mas também recuperar os valores sonegados, demonstrando o compromisso do Estado com a justiça fiscal e a moralidade pública.

Segundo as apurações, o grupo criminoso agia pagando vantagens indevidas a servidores públicos estaduais e municipais em troca de proteção e facilidades que permitiam ocultar a importação de nafta e solventes químicos. Esses produtos eram, posteriormente, desviados para unidades de mistura clandestina, caracterizando a grave sonegação fiscal.

A Operação Khalas cumpriu, além das prisões preventivas, 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador, Feira de Santana, Camaçari e Candeias. As ações visam coletar provas que reforcem a participação dos envolvidos no esquema, impactando diretamente a dignidade dos cidadãos pela desvio de recursos que poderiam ser investidos em serviços públicos essenciais.

A iniciativa foi coordenada pelo Ministério Público da Bahia, através do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal, em colaboração com a Secretaria da Fazenda e a Polícia Civil. A decisão é considerada definitiva em sua primeira instância, mas os acusados podem recorrer de suas condenações em fases posteriores do processo judicial.

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