LUTA CONTRA O CRIME

Senador Vieira garante assinaturas para estender CPI do crime

Retrato do senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado.
Senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, anunciou a prorrogação das atividades.

Colegiado, com prazo até 14 de abril de 2026, busca mais 60 dias para aprofundar investigações sobre lavagem de dinheiro e organizações criminosas.

Neste domingo, 5 de abril, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, anunciou ter garantido as assinaturas necessárias para estender os trabalhos do colegiado. A iniciativa nasce da convicção de que há ainda muitos depoimentos importantes a serem colhidos e vasta documentação a ser analisada, passos cruciais para que a investigação alcance plenitude e reforce a premissa de que a lei deve valer igualmente para todos, impactando diretamente a dignidade social e a percepção de justiça no país.

Por meio de suas redes sociais, Vieira reforçou a importância da prorrogação. "Conseguimos as assinaturas necessárias para a sua prorrogação, pois ainda temos depoimentos importantes para fazer e muita documentação para analisar. O Brasil só será uma República democrática de verdade quando a mesma lei valer para todos”, afirmou o senador, sublinhando o compromisso da CPI em desvendar complexas redes de criminalidade que corroem a confiança pública e a estrutura do Estado.

O prazo original para as atividades da comissão expira em 14 de abril de 2026. Agora, os senadores aguardam que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), conceda o período adicional de 60 dias. Este tempo extra é considerado essencial para que o colegiado possa apresentar e votar seu relatório final com a profundidade e rigor que o tema exige, permitindo uma investigação mais abrangente sobre os mecanismos do crime organizado e seus impactos na sociedade.

Instalada em novembro de 2025, a CPI tem como foco principal a compreensão e desarticulação de crimes como lavagem de dinheiro e o uso de estruturas públicas para beneficiar organizações criminosas. Entre os grupos investigados estão o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho. A comissão também lançou luz sobre operações da Receita Federal, como a Carbono Oculto, que revelou as conexões do crime organizado com importantes centros financeiros do país, como a Avenida Faria Lima, em São Paulo.

Embora concebida para um escopo mais amplo, a CPI tem dedicado atenção especial à apuração dos escândalos envolvendo o Banco Master, aprofundando-se em esquemas que desafiam a integridade do sistema financeiro e a confiança dos cidadãos nas instituições.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário