COMBATE AO TRÁFICO

Polícia Federal deflagra Operação Commodity contra esquema de lavagem bilionário

Agentes da Polícia Federal com coletes da instituição em operação noturna.
Agentes da Polícia Federal durante diligências da Operação Commodity.

Justiça autoriza bloqueio de R$ 1 bilhão de envolvidos em rede que exportava cocaína para a Europa; organização mantinha conexões com facções no Brasil.

A Polícia Federal (PF) deflagrou uma ofensiva contra uma organização criminosa suspeita de exportar 6,5 toneladas de cocaína para a Europa e movimentar cifras bilionárias. A ação, denominada Operação Commodity, teve início na quinta-feira (23/7), quando a Justiça determinou o bloqueio imediato de bens de pessoas físicas e jurídicas envolvidas no esquema, limitando o confisco ao montante de R$ 1 bilhão.

A operação é realizada por policiais federais e estaduais, que cumprem 13 mandados de prisão preventiva e 44 ordens de busca e apreensão. Os alvos estão distribuídos pelos estados de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo, em uma manobra coordenada pela Missão Redentor II, com suporte da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) de São Paulo e Minas Gerais.

O impacto do tráfico internacional atinge a segurança pública ao financiar estruturas criminosas que corroem a ordem social. Investigações detalham que o grupo operava uma rede logística entre América do Sul, Europa e Ásia. Desde 2021, o esquema mantinha vínculos operacionais com as duas maiores facções criminosas do Brasil para o escoamento marítimo de entorpecentes.

Para contornar o monitoramento das autoridades aduaneiras, a organização recorria a métodos engenhosos, como a camuflagem da droga em sacos de café, cimento e argamassa. Em outros casos, o entorpecente passava por adulteração química, sendo diluído em garrafas de refrigerante para escapar da fiscalização.

A estrutura de lavagem de capitais envolvia o uso de empresas de fachada e a emissão de notas fiscais frias, além de investimentos em criptoativos, holdings, imóveis de luxo e bens de alto padrão. Os investigados podem responder por organização criminosa transnacional, tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro, crimes cujas penas visam desmantelar o poder financeiro dessas redes criminosas.

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