POLÍTICA NACIONAL

Senador Cleitinho Azevedo critica escala 6x1 e é acusado de seguir o PT

Retrato do senador Cleitinho Azevedo.
Senador Cleitinho Azevedo é um dos nomes mais conhecidos em Minas Gerais.

Senador mineiro propõe debate sobre jornada de trabalho e recebe críticas por comparar rotina de parlamentares com a de trabalhadores. Entidades sindicais e oposição reagem.

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que lidera as pesquisas para governar Minas Gerais, foi alvo de críticas neste sábado, 23 de maio de 2026, após defender a discussão sobre o fim da escala 6x1. O político mineiro gerou controvérsia ao comparar a rotina de deputados e senadores no Congresso Nacional com as condições enfrentadas pelos trabalhadores brasileiros, sugerindo que os parlamentares deveriam ter jornadas semelhantes às da população. A declaração, publicada em suas redes sociais, foi interpretada por alguns como um alinhamento com pautas defendidas pelo PT.

Em sua publicação, Cleitinho questionou a isonomia entre a classe política e os trabalhadores: “Vamos deixar então o patrão, que é o povo, fazer essa negociação. Porque eu te garanto que ele vai virar para nós e dizer: quero que você faça a mesma escala que eu, 6×1, não tenha privilégios, ganhe R$ 1,6 mil e pegue ônibus lotado”, afirmou o senador.

Cleitinho Azevedo defendeu que o tema seja abordado no Congresso Nacional com o objetivo de “equilibrar a balança tanto para o trabalhador quanto para o empresário”. A proposta, no entanto, não foi bem recebida por parte de seus seguidores e de internautas, que interpretaram a fala como um endosso a uma agenda da esquerda e alertaram sobre potenciais impactos negativos na economia e no empreendedorismo.

Nos comentários de sua postagem, diversos usuários expressaram preocupação. Um deles alertou: “Você está entrando na pilha do PT, que quer acabar com o pequeno empresário”. Outro comentário apontou o risco de desemprego e aumento de custos: “Trabalhar menos ganhando o mesmo salário vai causar desemprego”. Críticas adicionais ressaltaram que a redução da jornada de trabalho poderia gerar um “dano enorme ao empregador” e levar ao fechamento de empresas, aumentando as despesas trabalhistas.

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