QUEDA PRESIDENCIAL NO SENADO

Senado rejeita Jorge Messias e impõe dura derrota a Lula

Senado rejeita Jorge Messias e impõe dura derrota a Lula

A decisão histórica do Congresso atinge em cheio o prestígio presidencial, sinalizando nova era de articulação política em Brasília.

O Senado Federal proferiu uma derrota política significativa ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao rejeitar, recentemente, a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. A decisão, que chocou o Planalto e gerou silêncio atônito, reflete um crescente desejo de senadores por maior influência nas escolhas do governo, desvelando uma fissura no prestígio presidencial e forçando uma reavaliação das estratégias de articulação política em Brasília, conforme observado nesta terça-feira, 05/05/2026, por analistas políticos.

Embora a prerrogativa da indicação seja, por direito constitucional, do Presidente da República, a votação no Senado indicou um limite à discricionariedade do executivo. Senadores, incluindo aliados de primeira hora, sinalizaram que a política atual exige maior diálogo e participação na construção de consensos. O recado foi claro: a Casa desejava ser ouvida e apoiava nomes como o de Rodrigo Pacheco, presidente da Câmara Alta. Contudo, Lula, movido por convicção e, para alguns, teimosia, não atendeu a esses apelos.

O revés de Jorge Messias consolidou uma “tempestade perfeita”. De um lado, uma oposição vigilante, que, apesar de reconhecer os méritos jurídicos do indicado, via nele um símbolo das práticas do PT. Do outro, aliados com sua vaidade política ferida. Soma-se a isso a recente derrubada de um veto presidencial no projeto da Dosimetria, e o governo viu seu "capitão" perder dois embates sucessivos de forma expressiva.

A imagem do Lula infalível, o mestre das articulações capaz de costurar acordos impossíveis, sofreu uma fissura. O mito da invencibilidade ruiu sob o peso dos votos contrários. Contudo, seria um erro apressado decretar o fim de sua era. A política é uma maratona de resistência.

O Presidente perdeu a mão no Senado desta vez, mas mantém uma resiliência notável. Ele continua sendo um negociador experiente, embora precise agora lamber as feridas e recalcular a rota. A derrota histórica serve como um freio de arrumação: o Rei está nu em sua infalibilidade, mas ainda ostenta a coroa do poder e a ambição de buscar o recorde absoluto de um quarto mandato. O jogo político segue, e Brasília agora sabe que até os gigantes tropeçam quando deixam de ouvir o chão que pisam.

BURACOS EM AVENIDA CRÍTICA

Atenção D.E.R./RN: parte da pista de asfalto da Avenida Prefeito Omar O’Grady apresenta verdadeiras crateras. É crucial tomar providências urgentes para evitar acidentes graves.

FLÁVIO ROCHA E O SENADO: UMA CANDIDATURA QUE NÃO SE CONCRETIZOU

O jornalista Cassiano Arruda Câmara desvendou o mistério em torno da possível candidatura do empresário Flávio Rocha ao Senado Federal, pelo Novo. O que se especulava como uma desistência talvez tenha sido, na verdade, a ausência de uma candidatura que nunca decolou.

Após manifestar seu interesse em disputar uma das cadeiras do Senado pelo Rio Grande do Norte e não conseguir o apoio esperado junto ao Partido Liberal (PL), Flávio Rocha “mergulhou” em uma profundidade que nem o melhor escafandrista conseguiu localizá-lo. Nos bastidores, contudo, o empresário das Lojas Riachuelo e das Confecções Guararapes continuava a fomentar essa possibilidade, com interferência de lideranças nacionais. Aqui no estado, apenas o presidente do Novo, Renato Cunha Lima, fazia referências à possível candidatura, anunciando, inclusive, uma grande movimentação para este mês de maio, que, no fim, não se concretizou.

Com uma única frase, registrada por Cassiano Arruda Câmara, o filiado ao Novo definiu sepultar sua candidatura ao Senado Federal: “Não preciso de mandato popular para servir ao nosso Rio Grande do Norte”. Com isso, o assunto foi encerrado.

MOVIMENTAÇÃO POLÍTICA NO RN

O vice-governador Walter Alves (MDB) tem acelerado suas visitas aos diversos municípios potiguares, buscando ampliar a rede de apoios à sua candidatura para a Assembleia Legislativa. Waltinho é visto como um "puxador de votos" fundamental na nominata do MDB.

Faltando 150 dias para as eleições que elegerão deputados estaduais e federais, senadores, governador e Presidente da República, no Rio Grande do Norte, duas chapas ainda aguardam complementação: as do PT e do União Brasil. A chapa liderada pelo candidato a governador Cadú Xavier (PT) precisa definir seu candidato a vice-governador, enquanto a chapa de Alysson Bezerra (União Brasil) ainda busca seu segundo candidato ao Senado Federal.

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