PL AUMENTA TEMPO DE INTERNAÇÃO

Senado aprova endurecimento da internação para adolescentes infratores, com até 10 anos para crimes violentos

Sede do Senado Federal com bandeira do Brasil.
Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado Federal aprovou projeto de lei que endurece regras de internação de adolescentes infratores.

Projeto aprovado pela Comissão de Segurança Pública do Senado prevê internação de até 10 anos para adolescentes que cometam crimes violentos. Medida ainda será analisada pela CCJ.

A Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado Federal decidiu, nesta terça-feira, 09/06/2026, endurecer as regras de internação para adolescentes que cometem atos infracionais no Brasil. A aprovação do Projeto de Lei (PL) 2.953/2023 visa aumentar o período máximo de permanência em unidades socioeducativas, com o objetivo declarado de oferecer uma resposta mais severa a crimes graves e proteger a sociedade.

O texto, proposto pelo senador Marcos do Val e relatado pelo senador Marcio Bittar, amplia o tempo máximo de internação de três para até cinco anos em casos gerais. Em situações de atos infracionais cometidos com violência, grave ameaça ou equiparados a crimes hediondos, o período de internação poderá se estender por até 10 anos. A mudança busca adequar o tempo de internação à gravidade dos delitos praticados por jovens.

Segundo o relator, a medida considera que o tempo de internação atualmente previsto se mostra insuficiente diante da gravidade de certos crimes cometidos por adolescentes. A alteração reflete uma preocupação em fortalecer a responsabilização e, potencialmente, a ressocialização através de medidas mais longas e adequadas ao perfil da infração.

Além da majoração dos prazos, o projeto estabelece a realização de audiência de custódia em até 24 horas após a apreensão. Determina também mudanças nas regras que atenuam a medida socioeducativa em função da idade e prevê a transferência de adolescentes que completarem 18 anos durante o cumprimento da internação para unidades específicas. Essas unidades deverão garantir a separação dos maiores de outros adolescentes e do sistema prisional adulto, visando a individualização do cumprimento da pena e a proteção de grupos vulneráveis.

A proposta segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde será debatida antes de poder avançar para outras instâncias legislativas. A decisão final sobre a constitucionalidade e mérito do projeto caberá à CCJ.

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