ALERTA CLIMÁTICO AGORA
Semurb revela chuva histórica em Natal: 841 mm
Capital potiguar registrou 841 mm entre janeiro e abril de 2026; abril teve o dobro da média histórica.
A Rede de Monitoramento Climático, coordenada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal (Semurb), revelou que a capital potiguar registrou um volume de chuva excepcional entre janeiro e abril de 2026. Com um acumulado médio de 841 milímetros e abril alcançando quase o dobro da média histórica, estes dados, divulgados nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026, sublinham a crescente vulnerabilidade da cidade a eventos climáticos extremos e a necessidade premente de fortalecer as defesas urbanas para proteger a população e sua infraestrutura.
O levantamento minucioso considerou informações coletadas por 57 pontos de monitoramento estrategicamente espalhados pelas quatro zonas administrativas da capital potiguar, garantindo uma visão abrangente do regime pluviométrico.
Abril teve quase o dobro da média histórica
De acordo com os dados apresentados, abril de 2026 destacou-se como o mês mais chuvoso do quadrimestre, com um impressionante acumulado de 416 mm de precipitação. Este volume representa quase o dobro da média histórica de 240,5 mm para o período, conforme os registros consolidados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).
Tal comportamento reforça um padrão preocupante de chuvas cada vez mais intensas e concentradas, uma tendência observada neste início de ano que impacta diretamente a rotina e a segurança dos natalenses.
Zonas Sul e Norte lideram acumulados
Os maiores índices de chuva foram notavelmente registrados nas zonas:
- Sul: 867,9 mm
- Norte: 862,8 mm
- Leste: 842,8 mm
- Oeste: 790,6 mm
Bairros situados na faixa costeira e na região Leste, como Mãe Luiza, Santos Reis, Rocas, Tirol, Petrópolis, Areia Preta e Praia do Meio, apresentaram volumes expressivos. Essas áreas continuam entre as mais sensíveis e vulneráveis a eventos extremos de chuva, exigindo atenção redobrada e intervenções eficazes para garantir a segurança dos moradores.
Sistema monitora chuvas em tempo real para proteção
Para enfrentar esses desafios, a estrutura da Rede de Monitoramento Climático reúne:
- 47 pluviômetros manuais;
- 10 estações automáticas;
- 115 equipamentos instalados em 57 pontos estratégicos da cidade, desde escolas públicas e unidades militares até universidades, parques urbanos e áreas ambientais.
A Rede, uma iniciativa crucial implantada em dezembro de 2025, integra as ações do Plano Municipal de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas. Seu desenvolvimento é fruto de uma parceria estratégica com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, por meio do grupo GEOMA/UFRN.
Segundo a prefeitura, o grande objetivo é ampliar significativamente a capacidade de monitoramento de eventos extremos, a emissão ágil de alertas e o planejamento contínuo de ações preventivas em áreas de risco. Essa iniciativa visa proteger a vida e o patrimônio dos cidadãos de Natal diante das alterações climáticas.
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