Especialistas alertam

Secretaria de Saúde de São Paulo investiga caso suspeito de ebola

Cartaz de emergência para Ebola em fronteira
Cartaz com os números de contato de emergência para o Ebola está afixado em uma tenda na passagem de fronteira de Busunga, entre Uganda e a República Democrática do Congo, em Bundibugyo, em 18 de maio de 2026

Paciente de 37 anos, vindo da República Democrática do Congo, apresenta sintomas graves e está isolado no Instituto Emílio Ribas. Investigação é preventiva enquanto aguardam resultados laboratoriais.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), notificou neste sábado, 30/05/2026, um caso suspeito de ebola em um paciente de 37 anos. O indivíduo é natural da República Democrática do Congo e apresentou sintomas característicos da doença, como febre, após uma visita recente ao seu país de origem, onde o vírus ainda é uma preocupação. A decisão de iniciar a investigação partiu da notificação de sintomas graves, e a relevância reside na necessidade de rápida contenção para proteger a saúde pública.

O paciente encontra-se internado em estado grave e em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. A confirmação laboratorial da doença ainda não ocorreu, e a abordagem atual é considerada preventiva. A transmissão do ebola ocorre pelo contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas sintomáticas. O indivíduo só transmite o vírus em fase aguda e com sintomas severos, o que reforça a importância do isolamento imediato.

Cartaz de emergência para Ebola em fronteira
Cartaz com os números de contato de emergência para o Ebola está afixado em uma tenda na passagem de fronteira de Busunga, entre Uganda e a República Democrática do Congo, em Bundibugyo, em 18 de maio de 2026

A CCD atualizou, na última semana, orientações à rede de saúde sobre o surto da cepa Bundibugyo do vírus ebola, ressaltando a crucialidade do isolamento em casos suspeitos. Em São Paulo, a recomendação é que casos suspeitos sejam comunicados imediatamente à vigilância epidemiológica municipal e ao CVE. A dignidade e segurança da população são prioridades máximas neste momento, exigindo vigilância constante e protocolos rigorosos.

Em 2014, o ebola foi classificado como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, e houve registro de sua chegada à capital paulista. Contudo, nenhum caso de transmissão nativa do vírus foi confirmado na América do Sul. Os sintomas comuns da doença incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. O maior risco está associado ao contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, principalmente nas fases mais avançadas.

Exames laboratoriais estão sendo realizados para descartar outras doenças com sintomas febris, como a malária, e sequenciamento genético específico para confirmar ou afastar a infecção pelo ebola. Este processo pode levar até duas semanas. Atualmente, o surto na República Democrática do Congo e Uganda registra 18 mortes em 134 casos confirmados, segundo a Organização Mundial da Saúde, com uma taxa de mortalidade de 13%, inferior à média histórica. Outras 223 mortes e 906 casos seguem em investigação.

Entenda o Ebola em 7 pontos
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