SEGURANÇA E INTIMIDAÇÃO

Motorista de Fernando Haddad relata medo após ser seguido por PMs em São Paulo

Viaturas da Polícia Militar em via pública de São Paulo.
Imagem de câmera de segurança registra movimentação na noite em que o motorista de Fernando Haddad afirma ter sido seguido.

Profissional registrou em mensagens o temor durante episódio ocorrido na terça-feira (13/8). Secretaria de Segurança Pública nega irregularidades.

O motorista da campanha de Fernando Haddad, candidato do PT ao Governo de São Paulo, relatou sentir medo após ser seguido por uma viatura da Polícia Militar na noite de terça-feira (13/8). O episódio, que gerou tensão e insegurança ao profissional, levanta questionamentos sobre a conduta dos agentes em um período crítico da corrida eleitoral.

“Mano, que medo”, escreveu o motorista por WhatsApp às 23h03 daquela terça-feira. A mensagem foi enviada a um advogado, escolhido pelo funcionário por ele não saber a quem recorrer formalmente, já que nenhum boletim de ocorrência foi registrado até o momento.

O relato indica que o acompanhamento começou após o motorista deixar o candidato em sua residência, no Planalto Paulista, zona sul de São Paulo. O petista havia acabado de participar de uma aula magna na Faculdade de Direito da USP. Segundo o funcionário, a viatura passou a segui-lo até que ele parou em um posto de gasolina e, posteriormente, buscou refúgio no estacionamento de um hotel para evitar a abordagem.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) contesta a versão. Após analisar imagens de 70 câmeras de monitoramento, a pasta afirmou em nota oficial na sexta-feira (14/8) que não foram identificados indícios de irregularidades ou interação direta entre os policiais e a equipe do candidato. Segundo a SSP, a presença de viaturas na região não configura, por si só, perseguição.

Apesar da negativa do Governo, a divergência de versões sobre a cronologia dos fatos e o comportamento dos agentes permanece. Enquanto a SSP reforça que a apuração segue em curso, o motorista mantém seu relato de ter sido hostilizado por policiais armados com fuzis. O impacto emocional no trabalhador foi imediato, levando-o a considerar, inclusive, o afastamento de suas funções na campanha.

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