ALERTA DE SAÚDE

Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte emite alerta após alta em casos de ciguatera

Foto de peixes diversos em exposição para venda no mercado público.
Aumento de intoxicação por peixe exige atenção das autoridades de saúde. Foto: Brunno Rocha/Inter TV Cabugi

Dados da Sesap revelam salto de 60,2% nas intoxicações causadas por peixes no primeiro semestre de 2026; entenda os riscos.

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) emitiu um alerta sanitário nesta terça-feira, 14/07/2026, após registrar um aumento expressivo de 60,2% nos casos de ciguatera durante o primeiro semestre de 2026. A medida visa conter a propagação da intoxicação alimentar e orientar a população sobre os riscos associados ao consumo de determinadas espécies de pescado no estado.

O impacto na dignidade e na qualidade de vida dos cidadãos é severo. A ciguatera não causa apenas um mal-estar passageiro; ela impõe sofrimento prolongado com sintomas neurológicos que podem persistir por anos. A inversão térmica e a dor constante afetam a rotina produtiva e o bem-estar familiar, transformando uma refeição comum em um grave problema de saúde pública.

Conforme dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), o estado contabilizou 141 ocorrências da enfermidade até 11 de junho de 2026. Em comparação com o ano de 2025, quando foram registrados 88 casos, o cenário exige atenção redobrada. Desde 2022, o Rio Grande do Norte já acumula 259 registros e dois óbitos.

A Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica (Suvige) esclarece que a ciguatoxina é uma ameaça invisível. Ela não altera as propriedades organolépticas do peixe — cor, sabor ou cheiro — e sobrevive a métodos tradicionais de preparo, como cozimento e congelamento. A espécie Bicuda (ou Barracuda) lidera as transmissões, sendo responsável por 45,13% dos casos confirmados, seguida por Arabaiana, Dourado, Cioba, Pescada Branca, Galo do Alto, Pargo e Sirigado (ou Robalo).

Em caso de suspeita, a recomendação é buscar atendimento médico imediato e informar o consumo de pescado nas últimas 48 horas. A orientação da Vigilância Sanitária é conservar amostras do alimento para análise laboratorial, auxiliando no monitoramento do surto.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário