PREVENÇÃO E LONGEVIDADE

Saúde óssea depende de cuidados que começam antes do nascimento

Pessoa realizando exercício físico para reforçar a saúde óssea.
Cuidados com a saúde óssea devem ser contínuos e personalizados ao longo da vida.

Especialistas alertam que a construção da massa óssea ocorre principalmente na infância e adolescência, sendo fundamental para evitar fraturas na terceira idade.

A proteção da estrutura óssea deve ser encarada como um compromisso vitalício, iniciando-se ainda durante a gestação e acompanhando o indivíduo em todas as fases do desenvolvimento humano. Em 13/08/2026, especialistas reforçaram que negligenciar a prevenção até o surgimento de sintomas compromete gravemente a autonomia física na longevidade.

O impacto dessa abordagem é ampliado pelo envelhecimento acelerado da população brasileira. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o contingente de pessoas com 60 anos ou mais deverá dobrar nas próximas décadas. Esse cenário traz o desafio da incidência crescente de fraturas por fragilidade, que, segundo a Fundação Internacional de Osteoporose, atingem uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens acima dos 50 anos.

Conforme explica a Dra. Szejnfeld, presidente do 12º Congresso Brasileiro de Densitometria, Osteoporose e Osteometabolismo (BRADOO) e ex-presidente da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO), o período até os 20 anos é decisivo. Estima-se que 90% da massa óssea seja adquirida nessa fase, tornando a nutrição adequada e a prática de atividades físicas os pilares para garantir um estoque robusto para o futuro.

Para a fase adulta e a menopausa, a estratégia se volta à preservação. A queda nos níveis de estrogênio durante a menopausa, por exemplo, exige avaliação médica individualizada, uma vez que acelera a perda óssea. Já entre os idosos, a manutenção da massa muscular e o equilíbrio são fundamentais para prevenir quedas, que representam a principal causa de perda de independência nessa faixa etária.

Com a supervisão de Thiago Félix, o cenário atual aponta que o avanço da ciência oferece diagnósticos mais precisos. Além da densitometria óssea, biomarcadores e novas terapias permitem intervenções personalizadas, transformando a forma como doenças osteometabólicas são tratadas no país.

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