KREMLIN CRITICA

Rússia condena pressão dos EUA sobre Cuba, classificando bloqueio como "inaceitável"

Presidente da Rússia, Vladimir Putin
Presidente da Rússia, Vladimir Putin

Moscou repudia acusações contra ex-líder cubano Raúl Castro e endurecimento de sanções pelos Estados Unidos, alertando para consequências humanitárias.

A Rússia condenou veementemente a pressão exercida pelos Estados Unidos sobre Cuba, classificando o bloqueio econômico imposto à ilha como inaceitável e gerador de "consequências devastadoras" para a população. A declaração do Kremlin, feita nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026, surge em meio a uma escalada de tensão diplomática entre Washington e Havana.

A crítica russa foi motivada pela acusação criminal apresentada pelos EUA contra o ex-presidente cubano Raúl Castro, de 94 anos. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o endurecimento das medidas americanas e o envio de forças militares para a região aprofundam a crise humanitária em Cuba.

Acusações dos EUA contra Castro

A reação de Moscou ocorre após o governo do presidente Donald Trump anunciar acusações contra Raúl Castro por conspiração para matar cidadãos norte-americanos, destruição de aeronave e homicídio. Os EUA alegam que o ex-líder cubano teria ordenado, em 1996, o ataque contra duas aeronaves civis ligadas ao grupo de exilados cubano-americanos Brothers to the Rescue, resultando na morte de quatro pessoas, três delas cidadãs norte-americanas.

A denúncia elevou ainda mais a tensão diplomática entre Washington e Havana, em um contexto de endurecimento da política externa estadunidense contra governos considerados adversários na América Latina. O caso também intensificou especulações sobre uma possível operação mais ampla dos EUA contra Cuba, similar às ações adotadas contra o líder venezuelano Nicolás Maduro.

O atual presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, classificou a acusação norte-americana como uma "manobra política sem qualquer fundamento jurídico". Paralelamente, Donald Trump negou que o envio do porta-aviões USS Nimitz ao Mar do Caribe tivesse caráter intimidatório.

"Acreditamos que tais métodos, que beiram a violência, não devem, em hipótese alguma, ser aplicados a chefes de Estado em exercício. Não aprovamos tais práticas", declarou a Rússia, reforçando que "a pressão que está sendo exercida sobre Cuba é inaceitável".

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