TENSÃO NO GOLFO

Chefe de segurança do Irã ameaça retaliar vizinhos que apoiarem Donald Trump

Ilustração com bandeiras dos Estados Unidos e do Irã lado a lado.
Ilustração mostra bandeira dos Estados Unidos e do Irã. Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

Mohsen Rezaei afirma que países que colaborarem com a guerra econômica dos Estados Unidos sofrerão bloqueio no Estreito de Ormuz.

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, anunciou uma resposta direta aos países que decidirem apoiar a ofensiva econômica dos Estados Unidos contra o Irã. A decisão, comunicada pela mídia estatal no sábado (22/08/2026), surge como uma tentativa de dissuadir nações vizinhas de integrarem a campanha de isolamento promovida pelo governo de Donald Trump.

A ameaça coloca em risco a estabilidade do fluxo global de energia. Segundo Mohsen Rezaei, caso os países da região colaborem com as sanções americanas, o Irã impedirá que "nem uma gota de petróleo" transite pelo Estreito de Ormuz, além de atingir outras rotas comerciais vitais para esses vizinhos. A declaração reforça o clima de incerteza geopolítica que preocupa mercados internacionais.

O movimento ocorre apenas três dias após Donald Trump utilizar a rede social Truth para prometer a "operação econômica mais devastadora" da história contra o Irã. O ex-presidente americano sinalizou que nações ou empresas que prestarem suporte ao governo iraniano enfrentarão graves consequências financeiras. Até o momento, as ameaças seguem no campo diplomático e de retórica, sem que haja uma ação bélica definitiva deflagrada.

O impacto dessas decisões transcende a política e alcança a dignidade das populações locais, cujos mercados internos e segurança alimentar dependem diretamente da fluidez dessas rotas comerciais. A instabilidade gerada pela guerra econômica coloca em xeque a rede de parceiros do Irã, que inclui potências como China, Índia, Alemanha, Coreia do Sul e Japão.

Em meio à crise, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Ghalibaf, declarou que as pressões dos Estados Unidos têm provocado o efeito contrário ao desejado. Segundo Ghalibaf, diversos países teriam procurado o governo iraniano para estabelecer novos acordos de segurança e cooperação econômica, buscando alternativas para evitar que seus interesses nacionais sejam comprometidos pela política externa de Donald Trump.

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