ARTICULAÇÃO NO SENADO
Rogério Marinho lidera oposição ao fim da escala 6x1 enquanto Flávio Bolsonaro evita o tema
Enquanto Rogério Marinho (PL-RN) trava batalha regimental contra a proposta governista, Flávio Bolsonaro (PL) mantém foco em agendas fora do Congresso.
O coordenador nacional da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), o senador Rogério Marinho (PL-RN), assumiu a linha de frente da resistência contra o projeto do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que propõe o fim da escala trabalhista 6x1. A mobilização ocorreu nesta quarta-feira (02/09), enquanto o candidato à Presidência optou por manter o assunto fora de seu foco principal ao longo do dia.
Rogério Marinho intensificou as manobras para retardar o avanço da matéria na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado por meio de recursos regimentais. Apesar da resistência, a proposta foi aprovada no colegiado com votos contrários do próprio parlamentar, além de Tereza Cristina (PP-MS), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Jaime Bagattoli (PL-RO). A decisão agora segue para o plenário, onde o governo articula uma votação célere, sob a influência decisiva de Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado.
O embate legislativo coloca em lados opostos o texto do governo e a alternativa apresentada por Rogério Marinho. A proposta da oposição busca oferecer ao trabalhador a flexibilidade de optar entre o regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) ou um modelo baseado em horas trabalhadas, visando ampliar a liberdade contratual. Em contrapartida, o relator Omar Aziz (PSD-AM) defende a manutenção da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que espelha o texto já chancelado pela Câmara dos Deputados.
A estratégia de Flávio Bolsonaro reflete um dilema político. Durante sua estadia no Senado na terça-feira (01/09), o candidato evitou definir seu voto caso a matéria chegue ao plenário, priorizando críticas ao ministro do Supremo Alexandre de Moraes. Já nesta quarta-feira (02/09), sua agenda foi concentrada no Rio Grande do Sul, com foco em demandas do setor agropecuário. O distanciamento de Flávio sobre a escala 6x1 ocorre em um momento de cautela, visto que a rejeição à PEC pode ser utilizada pelo PT como trunfo eleitoral, enquanto a adesão poderia tensionar sua relação com o setor empresarial.
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