PRISÃO DE POLÍTICO

Rodrigo Bacellar será transferido para presídio federal após ser alvo de nova fase da PF

Foto de Rodrigo Bacellar em destaque.
Rodrigo Bacellar, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), é alvo de nova fase da Operação Unha e Carne. (Foto: União Brasil)

Decisão da Polícia Federal visa aprofundar investigações sobre lavagem de dinheiro e envolvimento com a Máfia do Cigarro. Mandados também miram contraventor Adilsinho e pastor Márcio Poncio.

O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, será transferido para uma unidade prisional federal. A decisão, tomada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira, 02/07/2026, atende a um novo mandado de prisão e visa aprofundar as investigações sobre lavagem de dinheiro ligada à Máfia do Cigarro, dentro da Operação Unha e Carne, que também apura o vazamento de informações sigilosas para o Comando Vermelho (CV).

A ação desta quinta-feira também cumpre mandados judiciais contra o contraventor Adilsinho e o pastor Márcio Poncio. Conforme apurado pelo Metrópoles, a transferência de Bacellar para um presídio federal se deu por ele ser considerado um "criminoso de alta periculosidade", com participação ativa nos crimes investigados. Anteriormente, o político estava detido no presídio estadual Bangu 8, na zona oeste do Rio.

Esta não é a primeira vez que Rodrigo Bacellar se encontra sob custódia. Ele foi preso pela primeira vez em dezembro de 2025 e chegou a ser solto pela Alerj mediante medidas cautelares. Contudo, retornou à prisão em março deste ano, por ordem do STF, após a cassação de seu mandato.

A PF conduziu Bacellar na manhã desta quinta à sua Superintendência no Rio, onde aguarda a transferência. Detalhes sobre o destino e a unidade federal onde ele cumprirá pena ainda não foram divulgados. A Operação Unha e Carne busca desarticular esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro no Estado do Rio de Janeiro.

A investigação desta nova fase apura indícios de lavagem de dinheiro praticada pelo "capo" da nova cúpula do jogo do bicho e o possível envolvimento de figuras dos Poderes Executivo e Legislativo do Rio. Registros apreendidos na operação que prendeu Adilsinho, em fevereiro, indicam a ligação do pastor Márcio Poncio com a Máfia do Cigarro. Ele foi detido na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

Além dos mandados de prisão contra Bacellar, Adilsinho e Poncio, a PF cumpriu outros mandados de busca e apreensão, incluindo um contra Marco Antônio, filho do ex-governador Sérgio Cabral. No total, são 14 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em endereços no Rio de Janeiro e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. O ministro também decretou o sequestro de bens e valores, totalizando até R$ 22 milhões.

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