PARALISAÇÃO DE TRANSPORTE
Rodoviários de Planaltina de Goiás entram em greve por falta de pagamento e afetam transporte para o DF
A greve, iniciada na madrugada desta quinta-feira (18/06), suspende a circulação de ônibus interestaduais entre Planaltina de Goiás e o Distrito Federal, impactando milhares de passageiros que dependem do serviço para trabalhar e se deslocar. A categoria alega falta de pagamento como motivo principal.
A empresa Amazônia Inter, responsável pelo transporte de passageiros em Planaltina de Goiás (GO) com destino ao Distrito Federal, teve sua operação paralisada nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026. A decisão de greve foi tomada pelos rodoviários na madrugada de hoje, motivada pela alegada falta de pagamento dos salários. A paralisação afeta diretamente milhares de pessoas que utilizam os coletivos para trabalhar e se locomover entre o município goiano e Brasília, incluindo as regiões de Planaltina e Sobradinho, além de rotas para Formosa (GO). A questão da dignidade e do sustento de trabalhadores e suas famílias está no centro desta crise de mobilidade.
Sem a circulação dos ônibus, muitos trabalhadores se viram impossibilitados de chegar aos seus postos de trabalho no DF. A situação gera um sentimento de revolta e apreensão, especialmente considerando os altos custos do transporte alternativo. Um passageiro, que solicitou anonimato, expressou sua frustração: “Não fui trabalhar hoje. É um sentimento de revolta. A gente sai 4h da manhã para ir trabalhar e não tem ônibus. Ninguém toma providência. Não sabemos se temos ônibus para trabalhar. Não sabemos se vai ter para voltar para casa”. O receio se intensifica com o custo elevado das passagens, que para este trajeto custam R$ 11,60 para ir e o mesmo valor para voltar. “A passagem é cara. São R$ 11,60 para ir e mais R$ 11,60 para voltar. Ficamos à mercê. Vou acabar gastando o dinheiro que é para minha família para poder trabalhar. É muito absurdo! Vou tirar do meu bolso para pagar uma lotação”, desabafou o usuário, evidenciando o impacto financeiro direto na vida das famílias.
A paralisação da Amazônia Inter não é um fato isolado. Relatos indicam que, nos dias que antecederam a greve, as linhas já vinham sofrendo redução. Em vez de cumprir os trajetos completos, partindo dos bairros para o DF, muitos ônibus estariam realizando apenas a rota Centro/Feira dentro de Planaltina de Goiás. A empresa já enfrentou movimentos de paralisação em anos anteriores por motivos semelhantes, relacionados a salários e benefícios atrasados, indicando um histórico de instabilidade nas relações trabalhistas e na oferta do serviço essencial.
A decisão de greve é um ato trabalhista legítimo em busca de condições dignas. No entanto, os efeitos colaterais para milhares de passageiros exigem uma solução rápida e eficaz por parte da empresa e dos órgãos fiscalizadores para garantir o direito básico de ir e vir.
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