ECONOMIA POTIGUAR
RN reverte cenário e gera mais de mil empregos formais em março
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pela Fecomércio nesta terça-feira, 05/05/2026, apontam saldo positivo de 1.127 vagas com carteira assinada, revertendo queda anterior.
O Rio Grande do Norte registrou um importante avanço na economia local, criando 1.127 novos postos de trabalho formal em março de 2026. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pela Fecomércio nesta terça-feira, 05/05/2026, revelam uma virada significativa em relação ao ano anterior, que havia registrado demissões, oferecendo um respiro para milhares de famílias potiguares e impulsionando a dignidade no mercado de trabalho.
Esta marca positiva representa uma importante reversão. Em março de 2025, o estado havia enfrentado um cenário adverso, com o fechamento de 1.890 postos, impactando diretamente a subsistência de muitas famílias.
Serviços lideram contratações e impulsionam recuperação no RN
A força-motriz por trás deste crescimento veio de três setores-chave: serviços, comércio e construção civil. Juntos, eles geraram mais de 2 mil novas oportunidades no mês, mostrando a vitalidade desses segmentos.
O setor de serviços assumiu a dianteira na geração de empregos, com um saldo expressivo de 1.429 vagas. A construção civil seguiu de perto, com 861 postos criados, refletindo o aquecimento do mercado imobiliário e de infraestrutura. Já o comércio, com 584 novas contratações, demonstrou a confiança dos consumidores e empresários.
Construção, educação e comércio atacadista se destacam na criação de vagas
Dentre as atividades que mais contribuíram para este cenário promissor, a construção de edifícios (508 vagas) e as obras de infraestrutura (311) lideraram, beneficiando diversos trabalhadores. O comércio atacadista (264), a educação (260), os supermercados (256), o teleatendimento (242) e os serviços de saúde (234) também mostraram força, ampliando o leque de oportunidades para os potiguares.
Agropecuária e indústria enfrentam desafios e registram perdas
Contudo, nem todos os setores celebraram. Os dados indicam que a agropecuária teve o fechamento de 1.504 vagas, um golpe para trabalhadores rurais. A indústria também enfrentou perdas, com 242 postos de trabalho a menos. Essa retração foi influenciada, em grande parte, por fatores sazonais que afetam a agroindústria, especialmente o cultivo de melão e a produção de açúcar e biocombustíveis, evidenciando a vulnerabilidade a ciclos climáticos e de mercado.
RN entre os últimos do Nordeste em geração de empregos
Apesar do saldo positivo geral, o Rio Grande do Norte ainda enfrentou um desafio regional, posicionando-se como o quarto estado com a menor geração de empregos no Nordeste em março. Isso demonstra a necessidade de estratégias mais robustas para impulsionar o mercado de trabalho local.
Uma análise mais detalhada revela que 85 dos 167 municípios potiguares conseguiram registrar saldo positivo na geração de empregos formais em março, mostrando que a recuperação do mercado de trabalho é um esforço pulverizado por todo o estado.
Natal lidera a criação de vagas; Mossoró enfrenta desafios na agropecuária
A capital, Natal, foi a grande protagonista, gerando 738 novos postos de trabalho. Parnamirim, com 495 vagas, e São Gonçalo do Amarante, com 234, também mostraram forte recuperação, evidenciando o potencial das grandes cidades para absorver mão de obra.
No interior, Caicó se sobressaiu com um saldo positivo de 184 vagas, enquanto Mossoró, infelizmente, registrou o maior saldo negativo do período, com o fechamento de 324 postos de trabalho, um reflexo direto do impacto da retração na agropecuária local.
Em suma, os dados de março de 2026 desenham um panorama de recuperação parcial para o mercado de trabalho formal no Rio Grande do Norte. O crescimento está nitidamente concentrado em setores que movimentam o consumo e a construção civil, essenciais para o dia a dia da população. Contudo, segmentos cruciais como a agropecuária e a indústria ainda enfrentam oscilações, indicando a necessidade de políticas públicas e investimentos que garantam uma recuperação mais ampla e sustentável para todos os trabalhadores potiguares.
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