DESVIO DE RECURSOS

Rioforte Vigilância recebeu R$ 23,5 milhões em contratos do governo do RJ

Franquis Dias Nepomuceno sob investigação do MPRJ em 09/07/2026.
Franquis Dias Nepomuceno, alvo de operação do Ministério Público do Rio de Janeiro.

Empresa ligada a Franquis Dias Nepomuceno foi alvo de investigação do MPRJ que aponta o delegado como sócio oculto e beneficiário de verbas do Funperj.

A Rioforte Vigilância acumulou R$ 23,5 milhões em contratos firmados com o governo do Rio de Janeiro entre 2017 e 2023, sob controle do delegado e diretor do Instituto Rio Metrópole, Franquis Dias Nepomuceno. A operação deflagrada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) na quinta-feira, 09/07/2026, resultou na prisão de Franquis Dias Nepomuceno e revelou um esquema de desvio de recursos públicos que utilizava a estrutura da companhia para a logística de valores ilícitos.

Os registros apontam a celebração de dez contratos distintos no período citado. O Fundo Especial da Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (Funperj) figurou como o principal cliente da prestadora de serviços, sendo responsável pela maior parte dos repasses financeiros sob investigação.

A primeira contratação ocorreu em março de 2018, mediante pregão eletrônico, ao custo inicial de R$ 7 milhões. Ao longo dos anos subsequentes, a relação contratual foi expandida por meio de sete aditivos, incluindo um incremento de R$ 11 milhões em 2020. Enquanto formalmente a Rioforte Vigilância figura em nome de Leilson de Souza Nepomuceno, pai do delegado, as investigações do MPRJ sustentam que Franquis Dias Nepomuceno atua como o verdadeiro proprietário e sócio oculto do negócio. O órgão ministerial afirma que a empresa era utilizada para realizar a escolta de valores desviados do Instituto Rio Metrópole.

A ação desencadeada na quinta-feira, 09/07/2026, também atingiu outras figuras centrais do cenário político fluminense. Além de Leilson de Souza Nepomuceno, que tornou-se alvo de medidas cautelares, as diligências focaram no presidente do Instituto Rio Metrópole, Davi Perini Vermelho, e em Maurício Knoploch, pai do deputado estadual do PL Alexandre Knoploch. A decisão é de natureza processual e ainda cabe recurso das defesas.

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