ALERTA DE CHEIA

Rio Negro em Manaus ultrapassa cota de inundação, atingindo 27,52 metros

Imagem de enchente em Manacapuru, Amazonas, com o Rio Solimões em elevação.
Cheia no Amazonas: em Manacapuru, rio Solimões está próximo da cota de emergência

A marca supera a cota de 27,50 metros, acendendo alerta para áreas baixas e necessidade de medidas de contingência.

O Rio Negro atingiu a marca de 27,52 metros nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026, superando a cota de inundação estabelecida em 27,50 metros em Manaus. A decisão, baseada em levantamento do Porto de Manaus, sinaliza o início de impactos em áreas mais baixas da cidade, conhecidas como várzeas, e exige atenção para possíveis ações de contingência. A elevação do nível do rio demonstra a força da natureza e a necessidade de preparo da sociedade para lidar com os efeitos da cheia sazonal na bacia amazônica.

Nas últimas 24 horas, o nível do Rio Negro subiu quatro centímetros. Até a quarta-feira, 20 de maio de 2026, o registro era de 27,48 metros, conforme o Boletim de Monitoramento Hidrológico do Serviço Geológico do Brasil (SGB). Essa tendência de alta, dentro do comportamento esperado para o período de cheia, preocupa as autoridades e a população ribeirinha, que pode ter seus lares e bens afetados.

Com a ultrapassagem da cota de inundação, as águas do Rio Negro tendem a avançar sobre as várzeas. Este cenário exige a adoção de medidas de contingência, como a remoção de famílias de áreas de risco e a instalação de estruturas temporárias, como pontes e passarelas de madeira, para garantir a segurança e o acesso dos moradores.

A subida gradual do Rio Negro é esperada, segundo o Serviço Geológico do Brasil, que também monitora outros rios importantes na região. O Rio Solimões, em Manacapuru, já superou sua cota de inundação, registrando 18,32 metros. Já o Rio Amazonas, em Itacoatiara, aproxima-se da cota de alerta, marcando 13,41 metros. Em contraste, o Rio Madeira, em Porto Velho, mostra tendência de recessão, com 12,90 metros, abaixo da cota de alerta.

O SGB reitera que as chuvas contínuas mantêm a bacia amazônica em processo de enchente sazonal. O órgão indica um cenário de atenção para a evolução da cheia, com possibilidade de elevação contínua nos próximos dias, especialmente nos trechos do Purus e do Rio Negro. O avanço do "pulso de cheia" amazônico e a saturação dos solos elevam o risco de que outros rios ultrapassem suas cotas oficiais de inundação nas próximas semanas. As projeções apontam para a estabilização ou recessão apenas na bacia do Rio Madeira, com o pico da cheia previsto para junho ou julho. Esses dados, baseados em modelos hidrológicos e climáticos, são continuamente monitorados para subsidiar ações preventivas e de resposta a eventos críticos.

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