EDUCAÇÃO BÁSICA EM DESTAQUE
Rio Grande do Norte supera meta nacional de frequência escolar no ensino fundamental, mas fica abaixo no médio
Dados do IBGE revelam que frequência escolar no ensino fundamental no RN atingiu 96,3% em 2025, ultrapassando a meta nacional. No entanto, o ensino médio segue com índice abaixo do previsto.
O Rio Grande do Norte registrou avanços significativos na frequência escolar, superando a meta nacional para o ensino fundamental em 2025. No entanto, o estado ainda não atingiu o objetivo para o ensino médio, conforme apontam dados recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 19 de junho de 2026.
Em 2025, 96,3% das crianças e adolescentes de 6 a 14 anos no Rio Grande do Norte frequentavam o ensino fundamental, índice que ultrapassou a meta nacional de 95% estabelecida pelo Plano Nacional de Educação (PNE) para até 2024. Este percentual representa um crescimento em relação aos 94,8% registrados em 2024, demonstrando um compromisso renovado com a educação básica.
Apesar do progresso, o desempenho no ensino médio ainda carece de atenção. Na faixa etária de 15 a 17 anos, 70,5% frequentavam ou já haviam concluído essa etapa em 2025. Embora represente um aumento de 0,9 ponto percentual em relação ao ano anterior, o índice permanece 14,5 pontos percentuais aquém da meta de 85% definida pelo PNE, evidenciando a necessidade de políticas públicas focadas em reverter essa defasagem e garantir o pleno acesso à educação para todos os jovens.
A pesquisa do IBGE também trouxe luz à disparidade de anos de estudo entre homens e mulheres no estado. Em 2025, mulheres com 15 anos ou mais acumularam, em média, 10 anos de estudo, enquanto os homens registraram 9,4 anos. Essa diferença, embora menor do que em anos anteriores, ainda reflete desafios de equidade no acesso à educação continuada.
Na capital, Natal, o tempo médio de estudo foi de 10,6 anos, e na região metropolitana, atingiu 10,8 anos, indicando que a concentração urbana pode influenciar positivamente o acesso a oportunidades educacionais. Contudo, ao analisar a população potiguar com 25 anos ou mais, as mulheres ainda possuíam, em média, 0,8 ano de estudo a mais que os homens, uma vantagem que vinha diminuindo gradualmente desde 2016.
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