AVENTURA SUBTERRÂNEA

Rio Grande do Norte impulsiona espeleoturismo com 1.373 cavernas catalogadas

Vista de uma formação rochosa em uma caverna com iluminação natural.
O Rio Grande do Norte possui um vasto potencial para o espeleoturismo, com 1.373 cavernas catalogadas.

Expansão da Rota das Cavernas promete fortalecer economia local e turismo sustentável no estado, que figura entre os líderes nacionais em cavidades naturais.

O Rio Grande do Norte intensifica sua estratégia de expansão do espeleoturismo, atividade focada na exploração de cavidades naturais como cavernas e grutas. A decisão visa capitalizar o vasto patrimônio espeleológico do estado, que já catalogou 1.373 formações, posicionando o RN como um destino de referência para o turismo ecológico e de aventura. A iniciativa, impulsionada pela crescente Rota das Cavernas, busca não apenas atrair visitantes, mas também promover o desenvolvimento sustentável e a valorização das comunidades do interior. O impacto na dignidade humana se reflete na geração de emprego e renda, fortalecendo economias locais e oferecendo novas oportunidades de sustento aos moradores.

A Rota das Cavernas, um roteiro oficial de turismo sustentável lançado recentemente, abrange cinco municípios na região Oeste: Baraúna, Mossoró, Felipe Guerra, Apodi e Martins. Estes locais oferecem aos visitantes a oportunidade de contemplar formações geológicas únicas, como estalactites e estalagmites, além de vivenciar atividades como rapel e flutuação. Esta exploração valoriza o patrimônio subterrâneo e a rica geodiversidade do estado, que ocupa a quarta posição nacional em número de cavernas, segundo o Anuário Estatístico do Patrimônio Espeleológico Brasileiro.

Felipe Guerra, conhecida como a capital potiguar das cavernas, destaca-se com mais de 450 formações catalogadas, incluindo a renomada Caverna da Catedral e a Caverna da Carrapateira. Na divisa entre Baraúna e Mossoró, o Parque Nacional da Furna Feia, a primeira unidade de conservação federal do estado, abriga mais de 200 cavernas, com a Furna Nova e o Abrigo do Letreiro entre os atrativos mais procurados. Apodi se sobressai com o Lajedo de Soledade, um sítio arqueológico de grande importância, e Martins oferece a imponente Casa de Pedra.

O impacto da Rota das Cavernas já é mensurável. Somente em fevereiro deste ano, a Furna Nova registrou a visita de aproximadamente 2.200 pessoas, conforme dados do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Ao longo de dez meses, estima-se que mais de 25 mil visitantes tenham percorrido os atrativos da rota. Embora o retorno econômico exato ainda esteja em avaliação qualitativa pela Secretaria Estadual de Turismo (SETUR), os benefícios sociais são evidentes, com fortalecimento do turismo sustentável, geração de emprego e renda, e valorização das comunidades locais, envolvendo desde guias turísticos até serviços de Turismo de Base Comunitária (TBC).

Das 1.373 cavernas catalogadas, cerca de 400 possuem alto potencial turístico. A expansão para novas áreas depende de estudos espeleológicos e da aprovação do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (CECAV), órgão responsável por assegurar a segurança e a preservação ambiental. Atualmente, a Rota das Cavernas conta com 185 equipamentos turísticos regularizados. Recomenda-se que visitantes priorizem profissionais e empresas cadastradas no Cadastur para garantir uma experiência segura e responsável. O projeto, que integra aventura, observação de aves, astronomia e experiências comunitárias, é um marco na interiorização do turismo potiguar, revelando novas riquezas do estado com foco na sustentabilidade e na cultura.

Para a visitação, é fundamental o acompanhamento de guias locais e o manejo estruturado. Informações sobre agendamentos e operadoras credenciadas estão disponíveis nos portais oficiais do Governo do Rio Grande do Norte e do ICMBio. A decisão de investir no espeleoturismo representa uma aposta estratégica para diversificar a economia e fortalecer a identidade cultural do Rio Grande do Norte.

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