RN SEM TRILHOS

Rio Grande do Norte: A logística do passado sufoca a competitividade potiguar

Trem de carga parado em trilhos enferrujados com paisagem de seca ao fundo.
A infraestrutura de transporte do Rio Grande do Norte é um gargalo para o desenvolvimento econômico.

Enquanto estados vizinhos apostam em ferrovias e portos modernos, o Rio Grande do Norte ainda depende do transporte rodoviário, encarecendo a produção e limitando o desenvolvimento.

O Rio Grande do Norte caminha na contramão do progresso logístico, revivendo um cenário de "volta ao passado" que compromete seriamente sua competitividade econômica. Enquanto outros estados investem em infraestruturas modernas como ferrovias e portos eficientes, o Rio Grande do Norte permanece atrelado ao transporte rodoviário. Essa dependência não é um mero detalhe técnico, mas um freio imposto à economia potiguar, que se vê obrigada a carregar suas riquezas em caminhões, muitas vezes por rodovias em condições precárias.

A ausência de uma rede ferroviária funcional para o transporte interno e interestadual impacta diretamente o escoamento das maiores riquezas do estado. O sal marinho, do qual o RN é o maior produtor nacional, respondendo por 95% da produção do país, enfrenta o alto custo do frete rodoviário. Essa realidade também afeta a pujante fruticultura do Oeste e os produtos minerais do Seridó, elevando o preço final e prejudicando a inserção desses produtos no mercado. É uma dura ironia: o estado que tempera o Brasil vê o custo do frete salgar suas exportações.

Para resgatar a memória, o Rio Grande do Norte já ostentou uma rede ferroviária robusta. A antiga Rede Ferroviária Federal S.A. interligava o estado com Paraíba e Pernambuco, e um ramal histórico conectava Mossoró (RN) a Souza (PB), promovendo o desenvolvimento do Alto Oeste. Hoje, essa linha é apenas uma lembrança, com trilhos arrancados e estações abandonadas, contrastando com a modernização de portos como Pecém (Ceará) e Suape (Pernambuco), que se beneficiam da ferrovia Transnordestina.

Dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT) evidenciam os problemas: a malha rodoviária potiguar sofre com má pavimentação e sinalização. A dependência quase total do transporte rodoviário, que custa caro e compromete a segurança e o tempo, somada a um transporte marítimo local deficiente, isola o estado. Essa falta de intermodalidade impede que o Rio Grande do Norte acompanhe o crescimento de outras regiões, colocando o empresário potiguar em desvantagem competitiva.

Enquanto o governo celebra recordes de safra e produção mineral, a infraestrutura precária dificulta o avanço. A ausência de trilhos e de um porto de águas profundas adequado retém o potencial de crescimento do estado em um engarrafamento logístico e institucional que parece sem fim, prejudicando a dignidade e as oportunidades dos potiguares.

Prazos e Novelas Políticas

No cenário nacional, os prazos para o Exame Nacional de Ensino Médio (ENEM) 2026 se encerraram nesta sexta-feira, 12 de junho de 2026, com a prorrogação do pagamento da taxa de inscrição até o dia 17. Paralelamente, a delação de Daniel Vorcaro, envolvendo o Banco Master, continua gerando vazamentos que impactam a política presidencial, afetando candidaturas e pré-candidaturas de diferentes espectros.

Propostas para o Futuro

Em uma frente propositiva, o Partido Verde (PV) do Rio Grande do Norte, sob a presidência de Rivaldo Fernandes, apresentará ao candidato ao governo, Cadu Xavier (PT), um esboço de plano de governo. O plano, projetado para ser implementado entre 2027 e 2034, foca no crescimento econômico sustentável, industrialização verde, inovação tecnológica e inclusão social, com o objetivo de tornar o RN uma referência nacional e um dos estados mais competitivos do Nordeste e do Brasil.

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