ATAQUE À IMPRENSA

Repórter da TV Alterosa é agredido ao vivo em BH

Repórter Pedro Corsini da TV Alterosa com um corte no lábio, evidência da agressão sofrida durante reportagem ao vivo em Belo Horizonte.
Pedro Corsini com ferimento no lábio após agressão ao vivo em frente ao Hospital João XXIII.

Pedro Corsini sofreu ataque durante cobertura de acidente na porta do Hospital João XXIII.

O jornalista Pedro Corsini, da TV Alterosa, sofreu uma agressão violenta por um ambulante enquanto realizava uma entrada ao vivo em Belo Horizonte, na segunda-feira, 4 de maio de 2026. O ataque, que danificou o equipamento da emissora e feriu o repórter, ocorreu na porta do Hospital João XXIII, onde ele cobria as consequências de um acidente aéreo. Este ato de violência, motivado pela irritação do agressor em aparecer na televisão sem autorização, levanta sérias preocupações sobre a segurança dos profissionais da imprensa e a liberdade de exercício da profissão no Brasil.

Durante sua participação no programa "Tá na Hora Minas", a cena chocante se desenrolou em tempo real. Um ambulante se aproximou de Pedro Corsini, iniciando uma discussão. Em instantes, a situação escalou: o homem derrubou o equipamento da TV Alterosa – incluindo tripé, celular, microfone e iluminação – e, em um ato de agressão física, atingiu o rosto do repórter com um tapa. Do estúdio, o apresentador Hiago Rocha, visivelmente abalado com a cena, clamou por intervenção policial ao vivo.

Em um relato pessoal e impactante nas redes sociais, Pedro Corsini descreveu o momento exato da agressão, afirmando ter sido pego de surpresa. "Eu estava na porta do João XXIII para entrar ao vivo com uma atualização sobre o estado de saúde dos sobreviventes. Não deu nem tempo de dar boa noite direito", expressou o jornalista, sublinhando a rapidez com que tudo aconteceu. Conforme seu relato, a fúria do agressor irrompeu após ser solicitado a aguardar o término da transmissão. Após uma troca de palavras hostis, o equipamento foi derrubado, e o tapa certeiro no rosto de Corsini resultou em um corte no lábio, evidenciando a agressão sofrida.

Colegas de imprensa presentes no local agiram prontamente para conter a situação até a chegada da Polícia Militar. O suspeito, que não teve sua identidade revelada, justificou sua atitude alegando desconforto em aparecer na televisão sem permissão, mesmo sem ser o foco da imagem. A ocorrência foi devidamente registrada. Pedro Corsini informou estar recebendo todo o suporte jurídico necessário de sua emissora e, apesar do susto e da lesão, tranquilizou o público e agradeceu as inúmeras mensagens de apoio recebidas.

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) manifestou veemente repúdio ao ataque, classificando o incidente como um sério atentado à liberdade de imprensa. Em nota, a entidade declarou: "É inaceitável que profissionais da imprensa sejam atacados no exercício legítimo de sua função, sobretudo em um contexto de cobertura de interesse público." A Abert reforçou a cobrança por uma apuração rigorosa do caso e a devida responsabilização do agressor, defendendo a integridade do trabalho jornalístico e a segurança de seus profissionais.

O contexto da reportagem de Pedro Corsini era a cobertura do trágico acidente aéreo ocorrido na segunda-feira, 4 de maio de 2026, no bairro Silveira, em Belo Horizonte. A queda do avião de pequeno porte resultou em três mortes. A aeronave, que havia decolado do Aeroporto da Pampulha, precipitou-se após colidir com um prédio residencial. Das cinco pessoas a bordo, três não resistiram, enquanto duas foram resgatadas com vida e levadas para o Hospital João XXIII, local da agressão ao jornalista.

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