TRANSFORMAÇÃO ENERGÉTICA URGENTE

Renováveis exigem que candidatos priorizem baterias e transmissão para transição energética

Imagem de um banco de baterias de armazenamento de energia.
Proposta visa expandir uso de baterias no setor elétrico nacional.

Manifesto com 24 entidades pede política de armazenamento, melhorias na rede e redirecionamento de subsídios para combustíveis fósseis, impactando a dignidade e o futuro do país.

Nesta quarta-feira, 27 de maio de 2026, 24 entidades nacionais e internacionais ligadas a setores de energia renovável lançaram um documento com propostas cruciais para a transição energética e expansão do uso de energia limpa. A iniciativa, liderada pela GRA (Global Renewables Alliance), visa direcionar candidatos à Presidência da República e governos estaduais para priorizar o desenvolvimento de baterias, a modernização de sistemas de transmissão e distribuição, e o redirecionamento de subsídios dos combustíveis fósseis para fontes renováveis. O documento, entregue às equipes de campanha e aos governos dos Estados do Nordeste, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio Grande do Sul – regiões estratégicas para a produção de energia renovável no Brasil –, detalha um plano ambicioso. Ele propõe a eliminação progressiva dos combustíveis fósseis, a expansão e modernização das redes elétricas, e o incentivo a soluções de armazenamento de energia como baterias e usinas reversíveis. Essas medidas são fundamentais para garantir um suprimento energético mais confiável e acessível, impactando diretamente a economia e a qualidade de vida dos cidadãos. O manifesto também enfatiza a necessidade de alinhar as políticas energética e industrial para impulsionar a reindustrialização verde, fomentando cadeias produtivas nacionais e corredores logísticos para exportação. A revisão dos subsídios a combustíveis fósseis e seu redirecionamento para energias limpas e eficiência energética são pontos centrais para promover a justiça econômica e ambiental. O documento prevê ainda o estímulo a novos mercados, como o hidrogênio verde, e a integração com o agronegócio para suprir a demanda reprimida e garantir a soberania alimentar. A cerimônia de lançamento em Brasília contou com a presença de congressistas e executivos, que defenderam o fortalecimento das instituições públicas e a colaboração entre os Ministérios de Energia, Indústria, Fazenda e Meio Ambiente. A iniciativa busca garantir previsibilidade regulatória e estabilidade institucional para atrair investimentos e acelerar a descarbonização da economia, assegurando um futuro mais sustentável e digno para todos. A GRA no Brasil é representada por importantes associações como a ABEEólica, Abrage, Absolar e ABIHV, que unem esforços para impulsionar o setor renovável e suas contribuições para o desenvolvimento social e econômico do país. A demanda por políticas públicas eficazes e o diálogo constante com o setor produtivo são vistos como essenciais para o sucesso da transição energética.

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