GESTÃO E INFRAESTRUTURA

Tarcísio reconhece sucateamento histórico na Sabesp e defende plano de investimentos

Tarcísio de Freitas discursando sobre a modernização da Sabesp.
Governador Tarcísio de Freitas durante entrevista sobre os rumos da Sabesp.

Governador aponta desafios na rede antiga e defende que nova governança privada reduzirá reclamações após aumento de queixas no Procon-SP.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou que a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) enfrenta um processo de sucateamento acumulado ao longo de anos. A declaração foi feita à CNN Brasil na noite de quarta-feira (12), em um momento em que a estatal atravessa desafios operacionais e críticas quanto à qualidade dos serviços prestados à população.

Para o chefe do Executivo estadual, a precariedade observada decorre da combinação entre o histórico de escassez hídrica e a obsolescência de uma rede de distribuição envelhecida. Tarcísio de Freitas assegurou que o plano de investimentos da companhia contempla medidas específicas para modernizar a infraestrutura e reverter os problemas estruturais.

O aumento recente nas queixas registradas no Procon-SP, que cresceram mais de quatro vezes, foi justificado pelo governo como um efeito colateral necessário. De acordo com a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo, Natália Resende, a elevação no volume de reclamações reflete a intensificação das obras de expansão do saneamento em todo o território paulista.

Em relação às preocupações com a segurança pública, o MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo) instaurou um inquérito civil estrutural contra a Sabesp. A investigação apura protocolos de segurança em canteiros de obras após incidentes graves, como explosões e vazamentos ocorridos em intervenções, incluindo um episódio registrado em Jaguaré, Zona Oeste de São Paulo, no início de maio.

Sobre a transição para o modelo privado, o governador argumenta que a mudança de governança tende a reduzir conflitos e reclamações conforme os novos processos forem assimilados. A companhia, que reportou um lucro líquido de R$ 1,46 bilhões no segundo trimestre deste ano, conforme balanço apresentado na quarta-feira (12), segue sob escrutínio dos órgãos de controle.

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