CRÉDITO E INADIMPLÊNCIA

Renda familiar reduz em até 31% o risco de calote, aponta estudo da Serasa Experian

Gráfico ilustrando a redução da inadimplência com o aumento da renda familiar.
Estudo da Serasa Experian aponta que renda familiar pode reduzir em até 31% o percentual de inadimplentes.

Levantamento divulgado nesta terça-feira (26.mai.2026) indica que a análise de crédito ao considerar o contexto domiciliar torna as decisões mais precisas, com queda expressiva no percentual de devedores.

A inclusão da renda familiar como fator na análise de crédito está associada a uma redução de até 31% no número de inadimplentes no Brasil. A constatação é de um estudo da Serasa Experian, divulgado nesta terça-feira, 26 de maio de 2026, que aponta para um cenário onde o contexto domiciliar qualifica a avaliação financeira e protege a dignidade dos consumidores ao oferecer um retrato mais fiel de suas capacidades de pagamento.

O levantamento detalha que, entre idosos com 60 anos ou mais, a inadimplência é de 9,4% em domicílios de menor renda. Esse índice diminui para 6,5% quando a residência tem rendimento superior a 5 salários mínimos, uma queda de aproximadamente 31%. Para jovens de até 25 anos, a taxa recua de 15,9% para 12,1% na mesma comparação, representando uma redução de cerca de 24%.

Infográfico demonstra que quanto maior a renda domiciliar estimada, menor o número de inadimplentes.

Consideram-se inadimplentes os consumidores com atraso superior a 60 dias após a concessão do crédito. A metodologia do estudo da Serasa Experian abrange informações como a renda agregada do domicílio, geolocalização e comportamento digital para complementar as ferramentas tradicionais de avaliação financeira. Essa abordagem mais completa permite uma análise de risco mais assertiva, impactando positivamente a vida financeira das pessoas.

No consolidado geral, o percentual de inadimplentes cai de 11,4% em domicílios de baixa renda para 8,1% em residências com rendimento mais elevado, uma diminuição de aproximadamente 29%. Para consumidores com renda individual de até 2 salários mínimos, a taxa de inadimplência é de 13%, que se reduz para 10,8% quando vivem em lares de maior renda, uma queda de cerca de 17%.

Contexto domiciliar pode potencializar ou reduzir o risco percentual de inadimplentes.

Eduardo Mônaco, vice-presidente de Crédito e Software Solutions da Serasa Experian, ressaltou o potencial de informações adicionais para aprimorar a análise de risco. "A renda estimada individual segue sendo um indicador fundamental, mas, ao incorporar o contexto do domicílio, é possível enriquecer essa leitura e tornar as decisões ainda mais precisas e aderentes à realidade financeira", afirmou.

Os dados do estudo também revelam disparidades regionais significativas:

  • No Sudeste, o percentual de inadimplentes recua de 12,3% para 9,9% em domicílios de maior renda, uma redução de cerca de 20%.
  • No Nordeste, o índice cai de 14,2% para 11,5%.
  • No Norte, a taxa passa de 14,7% para 11,9% nas faixas intermediárias de renda domiciliar.

Esta análise faz parte da solução "Renda 360", da Serasa Experian, que utiliza dados da rede de relacionamento do consumidor para estimar a capacidade financeira. A metodologia é aplicada também ao "Score 360", modelo de avaliação de risco de crédito, reforçando o compromisso da empresa com a precisão e a justiça nas avaliações.

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